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Hospitais podem deixar de atender 300 mil no MS

3 Ago 2004 - 07h27
Em meio a uma das piores crises do setor de saúde pública da Capital e depois de os médicos de diversas especialidades oficilizarem o rompimento, agora os hospitais de Mato Grosso do Sul ameaçam suspender o atendimento aos 300 mil usuários de 14 planos de saúde de autogestão. Os estabelecimentos cobram reajuste de 15% a 20% nas tabelas de procedimentos médicos, que representa a reposição da inflação registrada nos últimos dois anos. A contra proposta da Unidas, que congrega 12 planos, será apresentada na quinta-feira.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Saúde e Hospitais (Sindhesul), Fauzi Adri, o descredenciamento, classificado como uma “medida extrema”, poderá ser adotado para fazer valer a negociação na próxima semana. “Se não houver acordo, alguns hospitais não querem mais continuar, mas qualquer medida será adotada em conjunto”, ressaltou. Os mais radicais são hospitais com um número pequeno de clientes de convênios.
 
Correio do Estado

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