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Brasil

Geração de empregos com carteira assinada bate recorde

14 Jul 2007 - 05h50

A geração de empregos formais no primeiro semestre do ano alcançou maior volume já registrado na série histórica do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), iniciada em 1992, segundo dados divulgados hoje pelo Ministério do Trabalho. De janeiro a junho, o saldo entre admissões e demissões ficou positivo em 1,095 milhão de postos formais, uma alta de 3,96% na comparação com 2006.

A expectativa do Ministério do Trabalho é a de que a geração de empregos com carteira assinada em 2007 chegue a 1,65 milhão de postos, acima do recorde registrado em 2004, quando foram criadas 1,523 milhão de vagas.

Nos últimos 12 meses, a variação acumulada atingiu alta de 5,12%, ou 1.400.391 novos empregos formais. Em junho, o saldo entre demitidos e admitidos ficou positivo em 181.667, alta de 0,64% na comparação com o mês anterior.

Juca Varella/Folha Imagem
Expectativa é que geração de empregos formais chegue a 1,65 milhão de postos
Expectativa é que geração de empregos formais chegue a 1,65 milhão de postos

Os dados de junho indicam uma redução no ritmo de crescimento de postos de trabalho em relação aos resultados obtidos em abril (alta de 1,08%) e maio (alta 0,75%), movimento normal, segundo o Caged.

Em junho de 2006, a geração de empregos foi de 155.455 --o saldo de junho deste ano, assim, é 16,86% superior ao do ano passado, e configurou-se como o terceiro maior da série histórica do Caged para o período. No mês passado, havia no país um total de 28,76 milhões de empregados com carteira assinada.

Setores

A elevação do emprego em junho de 2007 decorreu do desempenho positivo de quase todos os setores de atividade econômica. O que mais contribuiu para o resultado verificado no mês foi a agropecuária (influenciada por fatores sazonais relacionados ao cultivo do café), que apresentou aumento de 66.312 postos de trabalho, o que significou uma expansão de 4,11% no estoque de emprego.

No acumulado de 2007, a agropecuária registrou uma alta recorde, de 16,55% na comparação com 2006, o que, em termos absolutos, significa 238.437 novas vagas com carteira assinada.

O setor de serviços, por sua vez, gerou 38.535 vagas formais (alta de 0,34%) que, somadas às vagas criadas nos primeiros cinco meses do ano, resultou em um incremento de 327.563 postos formais no primeiro semestre.

Em junho, no comércio foram criadas 28.162 vagas, na indústria de transformação foram 27.812 empregos e na construção civil, o saldo de emprego foi de 18.469 postos, recorde da série histórica no período.

No primeiro semestre, o comércio criou 97.051 vagas, o terceiro melhor resultado da série histórica para o primeiro semestre; a indústria foi responsável por 299.509 vagas, alta 4,62%, a segunda maior geração de emprego do período neste setor; e a construção respondeu por 97.571 vagas (alta de 7,22%), o maior resultado ocorrido no período de janeiro a junho em toda a série.

 

 

Folha Online

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