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13 de Março de 2007 16h36

Dólar fecha o dia em alta de 0,72%, cotado a R$ 2,102

O dólar voltou para a casa dos R$ 2,10 nesta terça-feira, pressionado pelo tom negativo das Bolsas de Valores mundiais. O mercado ficou preocupado com o setor de empréstimos imobiliários nos Estados Unidos.

A divisa norte-americana encerrou vendida a R$ 2,104, com avanço de 0,77%. Há duas sessões a moeda era cotada abaixo de R$ 2,10. No fim da tarde, a Bovespa caía mais de 3%.

"É principalmente lá fora, essas empresas que captam dinheiro e emprestam para construção de imóvel" que estão enfrentando dificuldades, explicou Mário Battistel, diretor de câmbio da corretora Novação.

"O pessoal acaba vendendo outras posições fora, não só aqui no Brasil, para cobrir perdas lá (nos EUA)", completou.

O setor de financiamento imobiliário "subprime", voltado a pessoas com histórico ruim de crédito, tornou-se o foco das preocupações em Wall Street diante do aumento da inadimplência e atrasos em pagamentos no setor.

Entre as empresas que atuam nesse meio, a New Century Financial informou que está sendo investigada pela Securities and Exchange Comission (SEC), órgão que regula o mercado de capitais dos EUA, e a Bolsa de Nova York informou que irá suspender a negociação com as ações da empresa e caminha para tira-lá da bolsa.

O mercado de câmbio doméstico, porém, tem conseguido segurar uma alta mais acentuada do dólar, uma vez que os fundamentos internos ainda garantem tendência de queda.

"Dos mercados mundiais, o que mais assimilou essa crise foi o brasileiro, que continua atraindo o investidor estrangeiro", comentou Carlos Alberto Postigo, operador de câmbio da corretora Action.

"Os fundamentos econômicos são sólidos, há superávit da balança comercial, os juros internos proporcionam arbitragem interessante. Por esses aspectos, o investidor continuará vindo para o Brasil", acrescentou.

O Banco Central realizou leilão de compra de dólares na parte da tarde e ajudou a acelerar a alta da moeda para acima dos R$ 2,10.

De acordo com Battistel, da Novação, a autoridade monetária aceitou 11 propostas. A taxa de corte ficou em R$ 2,1025.

Bolsas
A tendência negativa nas principais praças financeiras internacionais afeta o mercado brasileiro nesta tarde de terça-feira. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrava perdas de 3%. Às 16h50, o Ibovespa cedia 3,4%, aos 42.746 pontos.

De acordo com agentes no mercado, o clima continua minado pela apreensão acerca do sistema de financiamento imobiliário nos EUA.

As principais Bolsas da Europa fecharam em queda nesta terça-feira. Paris recuou 1,15%, Londres teve baixa de 0,57% e Frankfurt recuou 1,36%.

As incertezas sobre o andamento da economia dos Estados Unidos e a valorização do iene frente ao dólar também mexeram em parte com as operações desta terça-feira na Ásia. Os investidores acompanharam o movimento das ações de empresas voltadas para a exportação, como a de eletrônicos.

Em Tóquio, o Nikkei 225 perdeu 0,66%, aos 17178,84 pontos. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,56%, totalizando 19333,14 pontos. O indicador Kospi, de Seul, declinou 0,37%, para 1436,05 pontos.

Em Xangai, o Shanghai Composite Index verificou, contudo, alta de 0,33%, somando 2964,79 pontos, após oscilar entre 2932,23 pontos e 2966,19 pontos.

 

 

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