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Clínica de aborto funciona abertamente em Campo Grande

11 Abr 2007 - 09h49
Uma clínica de aborto funciona normalmente em Campo Grande, atendendo sob a classificação de Clínica de Planejamento Familiar. Com uma micro-câmera, a produção da TV Morena entrou na clínica para descobrir como funciona o “procedimento”, que custa, em média, R$ 5 mil.
Por telefone, a atendente da clíncia não fornece detalhes sobre o trabalho na clínica, dizendo que é necessário que se consulte para tirar todas as dúvidas. A produção da TV Morena agenda uma consulta. No encontro com a primeira recepcionsita, é preenchida uma ficha,. Ela evita a falar abertamente em aborto. A mulher diz apenas que o valor do “procedimento” depende do período de gestação. O preço da consulta é de R$ 120,00.

Outra atendente recebe antecipadamente o valor da consulta e emite a nota fiscal. Depois de pagar, a produtora é recebida pela psicóloga, Simone Souza, que há um trabalha na Clínica de Planejamento Familiar. Segundo Simone, a função dela é dar orientação sexual, mas ela tenta convencer a produtora da simplicidade do procedimento, agora, abertamente chamado aborto.

“Dentro da clínica, você vai ficar três horas. É uma bolha do tamanho de uma ervilha de sangue que ali nem tá óvulo fecundado, tudo misturado. Não é nada ainda. É uma vida? É! Se você pega um feijãozinho bota ele na água com algodão e deixar ele aí, ele vai começar a brotar”.

Simone Souza também avalia a questão moral do aborto. “Muita gente é contra até o momento que vê a necessidade, por isso não dá pra pré-julgar ninguém. Preconceito é uma coisa terrível”, afirma.

A produção da TV Morena tentou agendar uma entrevista com Simone Souza, mas ela não quis gravar entrevista, alegando que não trabalhava mais na clíncia. O repórter Honório Jacometo foi recebido pela proprietária da Clínica de Planejamento Famliar, Neide Mota Machado, que admite fazer abortos há vinte anos e defende o trabalho, dizendo que é melhor do que arriscar de forma precária. “Por aí fazem da pior maneira possível, sem assistência médica”. Mesmo sabendo que é irregular, Neide Mota Machado defende-se. “Não é questão de deixar na ilegalidade que vai mudar o fato; o que tem de se fazer é legislar a favor”. (TV Morena)
 

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