Menu
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
sábado, 17 de novembro de 2018
SADER_FULL
Busca
SICREDI_FATIMA
Brasil

Bolívia paga à Petrobras primeira parcela das refinarias

11 Jun 2007 - 16h28
A estatal boliviana YPFB pagou nesta segunda-feira a primeira das duas parcelas de US$ 56 milhões acordadas com a Petrobras, que vendeu suas duas refinarias no país, disse o presidente da estatal da Bolívia, segundo a agência oficial de notícias ABI.
A retomada das refinarias é um dos passos importantes do processo de nacionalização de hidrocarbonetos iniciado pelo governo de Evo Morales, que incluiu a assinatura de novos contratos com multinacionais que operam no país e um forte aumento de tributos.
O ato de entrega do controle físico das refinarias, programado para segunda-feira, foi adiado para terça-feira, devido à complexidade dos trâmites de transferência de 100% das ações da Petrobras Bolivia Refinación S.A. (PBR), braço de refino da Petrobras Bolivia, disse à ABI o presidente da YPFB, Guillermo Aruquipa.
"Nesta manhã, às 8h30 (horário local), foram depositados os US$ 56 milhões e às 9h30 informamos a Petrobras sobre o depósito", declarou Aruquipa, colocando fim a uma polêmica causada por denúncias da oposição, de que a YPFB não teria dinheiro suficiente para fechar o negócio.
No Brasil, o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, disse que a expectativa é de que a segunda parcela seja paga em 60 dias. Ele informou também que os recursos não devem ser internalizados no Brasil.
"Provavelmente vão direto para a proprietária da Petrobras Bolivia, na Holanda", informou, referindo-se à subsidiária da estatal brasileira Petrobras Nedherlands.
Aruquipa também disse que a YPFB deverá pagar a segunda parcela em um prazo de dois meses, completando o valor de US$ 112 milhões acertado após uma ampla negociação concluída há um mês, com a participação de Evo Morales e de seu colega brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.
O porta-voz do presidente boliviano, Alex Contreras, afirmou que a retomada das duas relativamente pequenas mas estratégicas refinarias "marcará o nascimento da empresa YPFB Refinación, ligada à YPFB".
As refinarias, uma na cidade de Santa Cruz e outra em Cochabamba, têm capacidade de processamento de 40 mil barris de petróleo por dia, o suficiente para abastecer quase a totalidade do mercado boliviano de carburantes e outros derivados.
As refinarias foram vendidas à Petrobras por US$ 104 milhões durante o processo de privatização que Morales começou a reverter com o decreto de nacionalização de maio de 2006, e que deu o controle ao Estado da produção, industrialização e comercialização de hidrocarbonetos.
Com a nacionalização, a YPFB detém agora quase totalmente uma indústria de hidrocarbonetos focada em negócios de exportação de gás à Argentina e ao Brasil, cuja receita somará este ano um valor de quase US$ 2 bilhões.
O governo de La Paz tem dito que recomprará também nos próximos meses as empresas de produção, armazenamento e transporte de hidrocarbonetos que surgiram com a privatização na década passada.
Essas empresas privatizadas são atualmente controladas por multinacionais como a Repsol-YPF e BP-Amoco, do grupo BP-Panamerican Energy.
 
 
Invertia

Deixe seu Comentário

Leia Também

ASSASSINATO
Câmeras flagram dupla efetuando mais de 30 tiros contra homem; veja o vídeo
TRISTEZA
Menino de 10 anos comete suicídio após a prisão do pai
MALDADE
Câmera de segurança flagra homem colocando fogo em casinha comunitária para cachorros
FATIMASSULENSES EM UBATUBA (SP)
Fatimassulenses, alunos do Vicente Pallotti fazem curso de biodiversidade marinha em Ubatuba (SP)
NOVELA GLOBAL
'O sétimo guardião': Gabriel se declara para Luz e os dois se beijam
MULHERES TEM QUE DENUNCIAR
Jovem posta foto com rosto inchado para denunciar agressão do namorado
ENCONTRO DE GOVERNADORES
Em encontro de governadores com Bolsonaro, Reinaldo defende fronteira e reajuste da tabela SUS
VIOLENCIA DOMESTICA
Homem é esfaqueado por esposa que tem ciumes até da sombra
ENTROU ATIRANDO
VÍDEO: Pastor é baleado no altar durante o culto
TRAGEDIA
Ex-prefeito é morto pelo pai após ser confundido com assaltante