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Fátima do Sul, 24 de Outubro de 2017
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7 de Julho de 2004 10h27

Bancada de MS pede hoje a Ciro a descentralização do FCO

A bancada de parlamentares de Mato Grosso do Sul, coordenada pelo deputado federal Antonio Carlos Biffi, participa nesta quarta-feira, às 17h00 (Horário de Brasília), de reunião com o Ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, e o diretor da Agência de Desenvolvimento do Centro-Oeste, Athos Magno. Biffi pedirá a desburocratização e a descentralização da linhas de financiamento do FCO (Fundo Constitucional do Centro-Oeste) atendendo pedido do Fórum da Micro e Pequena Empresa de Mato Grosso do Sul. O parlamentar ressalta que somente 4% dos recursos disponivéis para o segmento, o equivalente a R$ 5 milhões não foram utilizados e corre o risco de ser desenvolvido para a União e cair no rateio geral do ano que vem, o que reduzirá ainda mais o montante. A reunião será acompanhada pela presidente da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul), Alfredo Fernandes, representando o Conselho Deliberativo do Sebrae-MS.

Para o parlamentar petista uma série exigências cadastrais e garantias impostas pelo Banco do Brasil acabam limitando a liberação de empréstimos para os empresários. Biffi pedirá que outros bancos oficiais, cooperativas de crédito e bancos privados também passem a operar com as linhas do FCO, medida que para ele vai agilizar a liberação dos créditos e fazer o dinheiro chegar na mão daqueles que precisam, colaborando para o aquecimento da economia do Estado. Hoje, pelas normas do Banco do Brasil o candidato ao crédito deve apresentar garantias de até 130% do valor financiado. "Elas devem ser mais flexível", avaliou.


No ano passado foram liberados R$ 280 milhões do FCO para Mato Grosso do Sul. A demanda apresentada para este ano chega até o momento em torno de R$ 370 milhões. Do montante liberado 51%, ou seja, R$ 140 milhões são destinados a micro e mini empreendimentos rurais e urbanos. Até abril deste ano os dois segmentos fecharam 2.043 operações, no valor de R$ 21.9 milhões. De acordo com economista do Sebrae (Serviço Brasileiro da Pequena e Média e Empresa), Rodrigo Maia, além da exigência de 130% de garantia, outro empecilho para o acesso ao crédito é o balanço patrimonial e excesso de rigor na escrituração contábil e a exigência de certidões negativas.

Maia lembra que atualmente o próprio Banco do Brasil e o Sebrae tentam popularizar as linhas de crédito do FCO no Estado, inclusive com visitas aos municípios do interior. No entanto, para ele as normas para concessão de crédito pelo Banco do Brasil as mini, micro e pequena empresa deveriam ser mais flexível. Aponta como argumento o baixo índice de inadimplência em microcrédito do Banco do Banco do Povo de Mato Grosso do Sul (4%) e o Credigente, coordenado pela prefeitura municipal, hoje em 2,5%. Acrescenta ainda as próprias linhas do FCO tem a menor índice de inadimplência, 2,35% , enquanto no Nordeste chega 40% e no Norte 25%.
 
 
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