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Brasil

Alunos acertam menos da metade da prova do Enade 2006

1 Jun 2007 - 04h25
Os alunos das instituições de ensino superior avaliados no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) em 2006 tiraram nota média de 45,4 na prova de formação geral. Os estudantes acertaram, portanto, menos da metade das dez questões. Na prova de conteúdo específico, com 30 questões, o resultado foi ainda pior. A nota média alcançada pelos alunos foi de 36,4.

Os dados do Enade foram divulgados nesta quinta-feira (31) pelo Instituto Nacional de Estudos Educacionais (Inep). Foram avaliados 386.524 estudantes, "calouros" e formandos, de 5.701 cursos de 1,6 mil instituições de ensino superior. Alunos das universidades de São Paulo (USP) e de Campinas (Unicamp) não participaram do Enade.
De acordo com os resultados do Enade, na prova de formação geral, os estudantes de arquivologia tiveram o melhor desempenho com nota média de 50,7. Já os alunos dos cursos de administração tiveram 42,1 de nota média.
Na prova de conteúdo específico de cada curso, foram melhor avaliados os alunos de psicologia, que tiraram em média 46,3. Já a nota média dos estudantes de ciências contábeis ficou em 25,7.
O diretor de Avaliação da Educação Superior do Inep, Dilvo Ristoff, procurou não vincular os resultados do Enade à qualidade do ensino superior no país. "De certa forma, a nota média engana. A média dos alunos não passa de 50, o que não significa que tenham sido reprovados", ressaltou.
De acordo com o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, os resultados do Enade servem de instrumento de estímulo às universidades. "A divulgação dos resultados do Enade visa mobilizar as instituições e, com isso, elevar o nível geral da educação superior do país", afirmou.
 
Nordeste surpreende
Alunos de 45 cursos tiraram conceito máximo, sendo que os formandos comprovaram também que agregaram conhecimento durante a formação em nível superior. Oito cursos considerados "excelentes" estão em São Paulo, mas três estão na mesma instituição: a Universidade Federal do Ceará.
Aliás, segundo o presidente do Inep, o desempenho dos estudantes das universidades do Nordeste surpreendeu. Reynaldo Fernandes atribui o resultado à dificuldade de acesso ao ensino na região. "O acesso ao nível superior é baixo no Nordeste. Portanto, há ensino de melhor qualidade para menos gente", disse.
 
Escolas públicas

O Enade também indica aumento do número de estudantes de escolas públicas e de negros que conseguem entrar em uma instituição de ensino superior.
Entre 2002 e 2006, aumentou em 6,7 pontos percentuais o número de alunos das universidades que cursaram o ensino médio em escolas públicas. Eram 39,6% dos estudantes, hoje são 46,3%.
A participação de negros e pardos também aumentou. Apenas 2,2% dos estudantes das universidades se declararam negros em 2002. Passados quatro anos, os negros são 3,7%. Já o número de pardos nas universidades subiu de 13,9% para 19,5%. 
 
 
 
G1
 

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