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Pivô de disputa judicial, Ilha do Padre agora tem sete administradores em Bonito

8 Jan 2014 - 08h09Por CAMPO GRANDE NEWS

Nem de Almir Sater e nem de Luan Santana. Apesar de todos os boatos que surgiram há três anos, sobre um possível comprador para um dos principais pontos turísticos de Bonito, a Ilha do Padre continua sendo de Dom Roosevelt de Sá Medeiros, mas agora é gerenciada por sete empresários da terra, incluindo um dos advogados de Roosevelt.

Ano passado a Ilha completou uma década da discussão e entraves na Justiça, desde que o governo do Estado começou o processo de desapropriação da área, que corresponde a 2,6 hectares. Em 2011, quando o assunto ganhou repercussão pelo anúncio de venda por R$ 6 milhões, o padre que depois de ser excomungado da Igreja Católica se tornou bispo na chamada Igreja Católica Apostólica Brasileira, declarou estar cansado de brigar e também de investir no duvidoso, já que não sabia de fato o que podia acontecer.

No período das brigas judiciais com o Estado e a própria Igreja Católica, que reivindicava a área, a conta com os honorários dos advogados cresceu e nenhum investimento na Ilha foi feito. A área chegou a ser terceirizada, mas também não mudou o cenário.

 
Há pouco mais de um ano, o ponto finalmente voltou, de fato, a receber visitantes. Há pouco mais de um ano, o ponto finalmente voltou, de fato, a receber visitantes.

Há pouco mais de um ano, o ponto finalmente voltou, de fato, à ativa, com sócios à frente e um novo nome: Eco Park Porto da Ilha. A sociedade é formada por empresários que já atuavam no setor turístico de Bonito, na venda dos passeios de bote que desembarcavam na ilha.

Segundo o gerente operacional da Ilha, Rogério Alves, de 30 anos, o que impulsionou a formação da sociedade foi ver os problemas de estrutura ficar cada vez mais à mostra dos turistas no momento em que eles desciam do bote, no desembarque. Primeiro, os empresários compraram a área vizinha da Ilha, mas resolveram pedir ao Imasul (Instituto de Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul), autorização para criar outras atividades. O Instituto sinalizou que sim, desde que fosse apresentado um plano de manejo.

Com o aval em mãos, eles propuseram aos advogados de Roosevelt que também entrassem para a sociedade.

Eco Park - Em novembro de 2012, o Imasul autorizou o funcionamento da visitação turística em caráter experimental, das atividades de balneário, como desembarque de passeios de bote, trilhas ecológicas, passeios de bóia e barco, o duck inflável.

“Hoje a Ilha é do padre, mas faz parte do grupo de sete sócios que colocaram a ideia não só de um balneário, mas de um parque ecológico”, afirma o gerente. A área comprada vizinha à Ilha foi incorporada e um complexo foi criado.

O Porto da Ilha funciona apenas como “day use”, com as opções de passeio e restaurantes. Para 2014, os donos querem investir ainda mais e oferecer tirolesa e passeios pelo rio no barco a motor.

A entrada na Ilha custa R$ 30, fora os passeios, e precisa ser comprada em agências de turismo de Bonito. Rogério Alves explica que a medida é parte das exigências do Imasul para um controle maior. Hoje se tem um limite de 700 pessoas por dia na Ilha. “Se compra um voucher único para controle da Prefeitura, Ministério Público e do Imasul. Toda engrenagem sabe que tem essa pessoa dentro do parque, de forma que não vá extrapolar a capacidade”.

Desapropriação – Em 2003, o Estado de Mato Grosso do Sul decretou a, então, Ilha do Padre, como unidade de conservação na categoria monumento natural. No entanto, para desapropriação da área, o valor gasto era alto em comparação ao tamanho do parque, menos de 3 hectares.

Desde a formação da sociedade, o gerente da Unidade de Conservação do Imasul, Leonardo Tostes, explica que foi criado um instrumento para que a área pudesse ser administrada pelo proprietário sem a necessidade de indenização. A recuperação da estrutura da ilha foi feita pelos administradores, e em troca, o Estado manteve o título de monumento natural e a gestão compartilhada do espaço.

Os contatos da Eco Park Porto da Ilha são os telefones: (67) 3255-3021, 9860-3375, 9860-3369 e 9175-4015.

 
A entrada na Ilha custa R$ 30, fora os passeios, e precisa ser comprada em agências de turismo de Bonito.A entrada na Ilha custa R$ 30, fora os passeios, e precisa ser comprada em agências de turismo de Bonito.

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