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Torpedos e Wi-Fi podem comprometer segurança do smartphone; veja dicas

27 Jan 2014 - 07h00Por Uol

Os celulares se desenvolveram tanto em termos de tecnologia que se transformaram em computadores de bolso – os famosos smartphones. Junto com o aumento de recursos, veio o acúmulo de informações pessoais no aparelho. Essa mudança fez com que os smartphones se tornassem alvos de pessoas mal-intencionadas. Para proteger esses bytes preciosos e evitar que eles sejam roubados ou contaminados, é preciso tomar diversos cuidados. Veja dicas de especialistas.

O professor do curso de ciência da computação Rodrigo Filev afirma que o primeiro passo para garantir a proteção do aparelho é mudar o comportamento. "É preciso entender que o smartphone é um computador em local público. Por isso é necessário ser ainda mais cuidadoso", explica.

Dicas

Não deixe o Bluetooth ligado sem motivo
Evite utilizar redes Wi-Fi desconhecidas
Tenha um antivírus instalado
Não acesse links estranhos
Verifique informações que chegam por torpedo
Evite baixar aplicativos de locais desconhecidos

Filev diz ainda que existem armadilhas feitas especialmente para fisgar usuários de telefonia móvel. "É comum encontrar redes Wi-Fi que são públicas, mas muitas vezes elas servem apenas como isca. Depois que o usuário se conecta, o criminoso tenta acessar o aparelho", conta. 

Assim como acontece com a rede Wi-Fi, o professor recomenda que os usuários sempre mantenham a conexão Bluetooth desligada quando não estiver estiverem usando a ferramenta. O recurso pode servir como uma porta para alguém com más intenções.

O torpedo é outra forma utilizada pelos criminosos para aplicar golpes. "As tentativas de roubar dados dos usuários chegam também por SMS. Muitas vezes os cibercriminosos se passam pela própria operadora de telefonia e enviam links ou solicitam downloads por esse meio. Ao acessar um desses sites, o usuário pode ter dados pessoais roubados ou o smartphone infectado por alguma praga", afirma Mariano Sumrell, diretor de marketing do fabricante de antivírus AVG.

Outras dicas citadas pelos especialistas incluem baixar aplicativos somente de fontes mais confiáveis, como o Google Play e a Apple Store. No entanto, é preciso saber que mesmo essas lojas online podem ter programas perigosos. O Google Play, por exemplo, apresenta mais casos de vulnerabilidade e recebeu mil aplicativos maliciosos em agosto do ano passado. Evitar links estranhos ou de fontes desconhecidas (assim como deve ser feito no computador) e possuir um antivírus instalado também são hábitos importantes.

Antivírus

O uso de um software antivírus, assim como no computador tradicional, contribui para evitar a contaminação dos smartphones. Rodrigo Giorgi,  professor do curso de segurança da informação da Faculdade Paulista de Informática e Administração, explica a importância de utilizar esse programa. "A tendência é que, cada vez mais, surjam novas ameaças. A troca de chips e SMS entre celulares e tablets traz um risco alto para o usuário que não utiliza antivírus, pois o dispositivo pode ser contaminado", diz.

Giorgi explica ainda que a importância do antivírus é maior nos aparelhos com Android. "Os sistemas abertos, como o Android, são mais vulneráveis que os da Apple, porque os criminosos conhecem o funcionamento do software. Isso faz com que seja ainda mais importante usar um bom antivírus", conta.

O professor recomenda que, na hora da escolha, o usuário opte por um programa de segurança com atualizações frequentes. É necessário atentar-se a esse detalhe porque as ameaças mudam rapidamente

Como identificar uma contaminação

As dicas acima servem para prevenir um possível roubo de dados ou uma infecção com algum tipo de arquivo malicioso. Mas também é preciso identificar quando um smartphone já está contaminado. Nesta situação, os aparelhos apresentam alguns sinais que podem apontar um problema.

Sinais de contaminação

Lentidão
Alto consumo de dados
Calor excessivo
Bateria com pouca duração
Aplicativos que aparecem sozinhos
Cobrança por serviços que não foram contratados

Sumrell, da AVG, diz que comportamentos como alto consumo de dados, números estranhos na conta e até cobrança por serviços que não foram pedidos podem ser sinais de uma contaminação. "Um malware é capaz de enviar um SMS sozinho e contratar um serviço sem que a pessoa saiba", diz.

O professor Rodrigo Filev aponta ainda que a lentidão excessiva, descarga rápida da bateria, aplicativos que aparecem sozinhos e aumento de temperatura sem justificativa (que deveria acontecer apenas quando o smartphone está processando uma tarefa pesada) também merecem atenção do usuário.

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