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Uso de anticoncepcional amplia risco de AVC nas mulheres

O AVC é caracterizado pela interrupção do fluxo sanguíneo em parte do cérebro

7 Fev 2014 - 07h39Por G1

Levando em conta que as mulheres apresentam fatores de risco específicos para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares – como as variações hormonais, a gestação e a menopausa –, a Associação Americana do Coração (AHA, na sigla em inglês) criou diretrizes de prevenção de acidente vascular cerebral (AVC) voltadas exclusivamente para elas.

Segundo a AHA, ter diretrizes específicas para as mulheres é importante porque elas diferem dos homens em vários aspectos: há diferenças em relação à imunidade, à coagulação, aos fatores reprodutivos e aos fatores sociais. E todos são capazes interferir nos risco de desenvolvimento de um AVC. As novas diretrizes foram publicadas nesta sexta-feira (7) na revista científica “Stroke”, da própria AHA.

Também conhecido como derrame de cerebral, o AVC é caracterizado pela interrupção do fluxo sanguíneo em parte do cérebro, provocada por obstrução de artéria, ou pelo sangramento decorrente do rompimento de uma artéria ou vaso sanguíneo cerebral.

Para o cardiologista Marcus Malachias, coordenador da campanha “Eu sou 12 por 8” da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a iniciativa de propor condutas de prevenção que atendem às peculiaridades da mulher é interessante. “As mulheres têm um conceito de que doença no coração é um problema do homem. Elas pensam mais em prevenir o câncer do que prevenir as doenças cardiovasculares”, diz.

Gravidez
Considerando que a pressão alta é, tanto para homens quanto para mulheres, o fator de risco modificável mais comum para o AVC, o documento dá atenção especial à pré-eclâmpsia, que é a hipertensão arterial específica da gravidez, e à eclampsia, que é a forma grave da doença.

Segundo as novas diretrizes, para prevenir a pré-eclâmpsia, os médicos devem considerar receitar à mulher com histórico de hipertensão doses baixas de aspirina ou de suplementação de cálcio. A condição não só aumenta o risco de AVC durante a gestação, mas também após o parto: o risco aumentado acompanha a mulher ao longo de vários anos. Por isso, mulheres que tiveram a doença devem ser acompanhadas de perto pelo resto da vida, segundo as diretrizes.

Contracepção
O documento também fala sobre os riscos cardiovasculares que podem ser desencadeados pelo uso de pílulas anticoncepcionais e determina que, antes de iniciar o uso do contraceptivo, ela deva ser avaliada quanto a outros fatores de risco como tabagismo, hipertensão e histórico familiar.

Para Malachias, esse tipo de rastreamento já é de praxe no Brasil. O problema é que muitas mulheres começam a tomar a pílula sem orientação médica. “Muitas seguem a orientação de amigas e não são assistidas por médicos. O conjunto dos fatores de risco deve ser avaliado.

Quando se trata de fatores de risco, ele não se somam: se multiplicam”, diz.

Depressão e enxaqueca
Deve ser levado em conta, de acordo com a AHA, que a depressão se apresenta como um fator de risco para doenças cardiovasculares tanto em homens quanto em mulheres. Mas, como a incidência da depressão é muito maior nas mulheres, seria importante intensificar as medidas preventivas nesse grupo de pacientes.

Entre as mulheres, também foi constatado que a enxaqueca com aura – quando a crise intensa de dor de cabeça vem precedida de um sintoma visual, como o embaçamento ou a presença de pontos escuros ou luminosos – determina um aumento do risco de AVC. Por esse motivo, essas pacientes devem ser observadas de perto e é altamente recomendável que outros fatores de risco como o tabagismo sejam abandonados.

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