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São Paulo tem 68 mortos por coronavírus, média de uma a cada 2 horas e 20 minutos, e 1.223 casos

Novo número de notificações representa aumento de 14% em relação aos 1.052 casos de quinta-feira. Secretaria calcula que uma pessoa morre a cada 2 horas e 20 minutos.

27 Mar 2020 - 14h24Por G1

Subiu para 68 o número de mortes pelo novo coronavírus no estado de São Paulo nesta sexta-feira (27), segundo o secretário da Saúde de São Paulo, José Henrique Germann. O estado possui ainda 1.223 casos confirmados, aumento de 14% em relação ao dia anterior.

O aumento percentual foi menor do que o de quarta para quinta-feira, quando houve acréscimo de 22%.

Em cinco dias, o número de óbitos cresceu 209%. No último domingo (22), o estado registrava 22 mortes, contra 68 nesta sexta-feira (27). Municípios da Grande São Paulo e do interior também registram óbitos.

Dos 10 novos óbitos contabilizados nesta sexta, 4 são homens (66, 67, 91 e 93) e 6 mulheres (63, 63, 65, 77, 85 e 89). Nove são da capital e um do município de Guarulhos.

De acordo com o secretário da Saúde, pode estar havendo "achatamento da curva". "Precisamos de mais algumas semanas para fazer previsões mas temos observado que a curva de São Paulo tem taxa de crescimento menor que a do Brasil", disse Germann

"Crescimento de 457% desde inicio de março em São Paulo e do Brasil mais de 937%", completou.

"As medidas tomadas pelo governo do estado estão em linha com a literatura e com as demais historias de epidemias que se conhece, de evitar as aglomerações", disse.

Na quarta-feira (25) a Secretaria Estadual de Saúde havia confirmado oito óbitos: seis homens (75, 82, 72, 98, 80 e 70 anos) e duas mulheres (de 87 e 52 anos). A mulher de 51 tinha comorbidades (doenças prévias). Pessoas com comorbidades e idosos estão no grupo de risco da Covid-19.

Na terça-feira (24) o governo confirmou dez óbitos: seis são homens (71, 75, 79, 80, 89 e 93 anos) e quatro mulheres (48, 65, 84 e 85). Foi a primeira vez que foram registradas mortes fora da capital paulista, em cidades da Grande São Paulo. A mulher de 48 anos tinha comorbidades (problemas de saúde prévios) e era de Vargem Grande Paulista. As outras cidades da Grande São Paulo com registro de óbitos foram Guarulhos (mulher, 85 anos), Taboão da Serra (mulher, 84) e Osasco (homem, 79).

Aumento de casos graves

O secretário estadual de saúde, José Henrique German disse nesta quinta-feira (26) que os casos de pacientes graves internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) após serem infectados pela Covid-19 aumentaram 42% em 24 horas no estado de São Paulo.

"Os pacientes graves internados em UTI são agora 84. Neste último dia houve um acréscimo de 42%. Isso é mais ou menos característico da epidemia, ela tem dias de mais acréscimo e dias de menos acréscimo. Mas ela vem crescendo, o que mostra talvez para nós que as medidas de restrição de mobilidade estão sendo suficientes ou, pelo menos colaborando de forma bastante efetiva, para que a gente tenha 862 casos", afirmou Germann.

De acordo com ele, esse crescimento de mortos e pacientes graves é característico de uma epidemia. “Nós éramos praticamente 90% dos casos do Brasil e agora nós somos 30% dos casos do Brasil. O que significa que existe uma expansão da epidemia de forma acelerada. Se nós formos olhar o número de óbitos, nós tivemos no Brasil 57 óbitos, infelizmente, e no estado de São Paulo, 48. No estado de São Paulo ontem eu anunciei 40 óbitos, então, tivemos um acréscimo de 20% no número de óbitos", disse.

 

Representantes do comitê estadual de combate ao novo coronavírus em São Paulo afirmam que as medidas de restrição de circulação adotadas nas últimas semanas foram eficazes e ajudaram a conter a curva de crescimento de casos confirmados no estado. Segundo Helena Sato, médica que coordena o comitê, "muito provavelmente haveria um número muito maior [de casos] se as nossas famílias não estivessem em casa".

Em pronunciamento na terça-feira (24), o presidente Jair Bolsonaro criticou medidas de isolamento adotadas por estados e municípios. Na quarta-feira (25), Bolsonaro discutiu com o governador de São Paulo, João Doria.

Quarentena

O estado de São Paulo adota estratégias de restrição de circulação contra o coronavírus desde 16 de março. A quarentena começou na terça-feira (24) e vai durar 15 dias, até o dia 7 de abril, para os 645 municípios do estado de São Paulo.

A medida obriga o fechamento do comércio e mantém apenas os serviços essenciais, como nas áreas de Saúde e Segurança. Assim, os hospitais, clínicas, farmácias e clínicas odontológicas, públicas ou privadas, terão o funcionamento normal.

As transportadoras, armazéns, serviços de transporte público, serviços de call center, petshops, bancas de jornais, táxis e aplicativos de transporte continuam funcionando com as orientações dos sanitaristas.

Os serviços de Segurança Pública, tanto estadual, quanto municipais, continuam funcionando normalmente. Os bancos e lotéricas também continuam abertos. As indústrias devem continuam operando, já que não têm atendimento ao público em geral.

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