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BIOMAS

Para conservar,proteger biomas, Governo de MS realiza técnica de queima prescrita em parque estadual

11 Mai 2026 - 08h05Por Redação Fátima News

Com atuação preventiva aos grandes incêndios florestais em Mato Grosso do Sul, o Corpo de Bombeiros realizou queima prescrita no Pevri (Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema), localizado na Bacia do Rio Paraná. A atividade conhecida como MIF (Manejo Integrado do Fogo) auxilia na prevenção e redução de riscos, e ainda fortalece a capacidade de resposta do Corpo de Bombeiros em caso de emergência e ocorrência de incêndio.

“Essas práticas são essenciais para o controle da biomassa acumulada, reduzindo o risco de grandes incêndios florestais. O uso do fogo controlado, aliado a abertura de aceiros e ao planejamento adequado se mostra extremamente eficiente na mitigação dos incêndios, principalmente quando realizado no período correto”, destacou o capitão dos Bombeiros, Samuel Pedrozo, responsável pela operação no parque.

Com atuação coordenada e estratégica, o Governo do Estado consolida o trabalho de prevenção que desde 2023 contribui para a preservação, controle e extinção dos incêndios florestais em todos os biomas.

Para a realização da ação, o Corpo de Bombeiros considerou a influência do fenômeno climático El Niño em Mato Grosso do Sul, que neste ano tem previsão de intensificar a ocorrências de incêndios florestais nos biomas do Estado – Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal. O El Niño interfere no regime de chuvas e no padrão de temperatura e de ventos, elevando consideravelmente o risco de fogo na região.

Em Mato Grosso do Sul o fenômeno deve atuar de forma direta, deixando as temperaturas mais quentes - situação que em 2026 tem previsão de ocorrer durante o inverno - e provoca também irregularidades de chuva. Diante de tal cenário, o Estado já conta com uma estrutura de resposta ágil e planejamento com ações estratégicas de prevenção e combate aos focos.

O trabalho no Pevri ocorreu durante quatro dias (entre 1° e 4 de maio) e envolveu, além dos bombeiros militares com viaturas equipadas para atividades de combate a incêndios, equipe do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), responsável pela área, que tem 73,3 mil hectares, e faz parte do bioma Mata Atlântica, localizada nos municípios de Taquarussu, Naviraí e Jateí.

“Nas unidades de conservação, como o Parque Estadual Várzeas do Rio Ivinhema, o manejo adequado do fogo é essencial para manter o equilíbrio ecológico e proteger a biodiversidade. Essas ações são planejadas com base em critérios técnicos rigorosos”, disse o gerente das Unidades de Conservação do Imasul, Leonardo Tostes, sobre a importância do manejo dentro das áreas protegidas.

Planejamento com tecnologia

Antes do início das atividades foi realizado um mapeamento detalhado da área com o uso de geotecnologias. A operação contou com o apoio de drone equipado com sensores infravermelhos e câmeras térmicas, possibilitando o monitoramento contínuo da área, inclusive durante o período noturno, além da identificação da presença de fauna.

O planejamento considerou as condições climáticas locais. A queima teve início no período de maior temperatura do dia, em torno de 30 °C. Ao longo da tarde, com a queda da temperatura, o aumento da umidade do ar e a formação de orvalho, o fogo perdeu a intensidade e se extinguiu naturalmente. Ainda assim, as equipes permaneceram em alerta para agir imediatamente em caso de qualquer alteração no comportamento das chamas.

Prevenção e conservação

A ação ocorre em uma área previamente mapeada do parque, com objetivo de reduzir a biomassa acumulada e material combustível disponível, além do risco de incêndios severos durante o período de estiagem.

Além da prevenção, o manejo contribui para a eliminação de espécies exóticas e favorece a regeneração da vegetação nativa. Outro aspecto importante é a proteção das áreas de floresta nativa, que são mais sensíveis ao fogo.

A queima prescrita é conduzida de forma lenta e com baixa intensidade, permitindo a fuga da fauna e preservando a estrutura da vegetação. Esse tipo de manejo remove apenas o excesso de biomassa, mantendo o equilíbrio ecológico da área.

“Se esse manejo não fosse feito, o material serviria como combustível para incêndios de grandes proporções no período de seca, como ocorreu em 2024. Com o MIF, conseguimos manter o fogo sob controle, preservar a vegetação e garantir que os animais tenham onde se refugiar. É a forma correta de manejo, feita no período adequado, para evitar danos maiores no futuro”, explicou o guarda-parque do Pevri, Dione Sales dos Santos.

No ano passado o trabalho voltado à proteção do Pantanal sul-mato-grossense, resultou em uma ação inédita de queima prescrita no Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro, realizada pelo Corpo de Bombeiros.

A unidade de conservação, com 78,3 mil hectares localizada nos municípios de Aquidauana e Corumbá, foi a primeira - localizada na região pantaneira - que recebeu o emprego de técnicas do MIF, em antecipação aos incêndios florestais previstos na época.

"Buscamos com isso mitigar efeitos de possíveis incêndios e reduzir prejuízos, tanto na fauna, flora, como em propriedades próximas", explicou o subdiretor da DPA (Diretoria de Proteção Ambiental) do Corpo de Bombeiros, major Eduardo Teixeira.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Gustavo Escobar, Comunicação Imasul
Fotos: Ewerton Pereira/Secom-MS

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