A moradora de Campo Grande, Juliana Amaral de Almeida, de 34 anos, enfrenta um drama em busca de atendimento hospitalar. Mesmo apresentando um quadro clínico considerado grave, ela afirma que ainda não conseguiu vaga em nenhum hospital da capital, apesar de já estar internada em uma unidade básica de saúde há seis dias.
Segundo informações médicas, Juliana, que era previamente hígida e não possuía comorbidades, passou a apresentar sintomas preocupantes: tosse persistente, febre não aferida, ortopneia (dificuldade para respirar quando deitada), dor torácica ventilatório-dependente e hiporexia (redução do apetite).
Os exames realizados apontaram insuficiência renal grave, distúrbios hidro e eletrolíticos, anemia e complicações pulmonares. Diante do quadro, há a possibilidade de que a paciente precise iniciar hemodiálise, procedimento essencial para garantir sua sobrevivência.
Espera angustiante
Juliana relatou que foi internada no dia 2 de setembro e, desde então, aguarda pela definição de um leito hospitalar regulado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, até o momento, segundo ela, nenhuma resposta concreta foi dada sobre sua transferência.
"Estou internada desde o dia 2 com hipótese de insuficiência renal, segundo os exames. Talvez eu tenha que fazer hemodiálise, mas minha vaga ainda não saiu. Sou prioridade 1, risco de morte, já fui em todos os lugares e só encontro descaso", disse a paciente em desabafo.
Especialistas apontam que a insuficiência renal aguda, quando associada a distúrbios metabólicos e respiratórios, requer acompanhamento hospitalar imediato, com suporte de nefrologistas, realização de exames complementares e, se necessário, início rápido da terapia renal substitutiva (hemodiálise). A falta de acesso ao tratamento adequado pode levar a complicações fatais.
Familiares e comunidade buscam apoio
Enquanto aguarda por uma solução, familiares e pessoas próximas tentam dar visibilidade ao caso para pressionar o poder público e garantir que a paciente consiga atendimento especializado. A denúncia de Juliana circula entre amigos e conhecidos que reforçam a urgência de sua transferência para um hospital com estrutura adequada.
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