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Morre 5º integrante de família em que 12 testaram positivo para Covid-19

Morre 5º integrante de família em que 12 testaram positivo para Covid-19

29 Jul 2020 - 16h58Por G1 RS

Uma família da Serra do Rio Grande do Sul, que teve 12 pessoas com teste positivo para Covid-19, perdeu o quinto integrante por complicações da doença. Francisco Padilha, de 59 anos, estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Gramado desde o dia 15 de julho.

O pai de Francisco, Solon Gonçalves Padilha, de 88 anos, foi o primeiro a morrer, no dia 16. Três dias depois, a esposa dele, Leonor Alano Padilha, de 84, e o filho do casal, Odilon Alano Padilha, de 58 anos, também faleceram.

"Nem no meu pior pesadelo esperava passar por isso. É uma dor muito ruim, uma tristeza que não tem como descrever", contou o neto do casal, Rodrigo Miola Padilha, que também teve Covid-19.

A psicóloga Aline Padilha Rabelo, neta do casal, contou ao G1 que, desde o início da pandemia, havia um revezamento entre os familiares nos cuidados com os idosos, que moravam em uma propriedade a cerca de 50 km do centro de São José dos Ausentes.

"Todo 'finde' era um filho responsável por vir, para fazer a lida de campo, do gado. Naquele fim de semana, era meu tio Odilon. Ele não tinha sintoma algum que pudesse gerar qualquer preocupação ou desconfiança", diz Aline.

Na semana passada, morreu o irmão, de 64 anos, de Francisco. A família não autorizou a divulgação do nome dele.

A informação da morte de Francisco foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde de Gramado. Ele foi presidente do Sindicato do Setor de Hotéis e de Empreendimentos Gastronômicos da Região das Hortênsias entre 2010 e 2013. Em nota, o sindicato se solidarizou com a família (veja abaixo).

12 testaram positivo
Segundo a psicóloga Aline Padilha, neta do casal Solon e Leonor, 12 pessoas da família testaram positivo para a doença. "Alguns já tiveram e não têm mais transmissão. Outros foram hospitalizados, mas receberam alta", afirma.

O tio de Aline, Odilon teve contato com outros irmãos e cunhados no fim de junho. Os sintomas começaram a aparecer uma semana depois.

"Ele achou que era uma síndrome gripal normal, mas não teve melhora no quadro. Na terça, dia 7 [de julho], ele consultou com um médico, que identificou uma infecção pulmonar e pediu que ele já ficasse hospitalizado. No fim da tarde foi transferido para a UTI", conta Aline.

Foi neste momento que, segundo ela, a família ligou um alerta para a saúde dos idosos. "Desde o dia 4, 5, por aí, eles já estavam debilitados, acamados. Na sexta, dia 3, um tio levou eles em uma consulta em São Joaquim (SC). Lá, eles fizeram um teste rápido, que deu negativo. O médico deu uma medicação e mandou eles ficarem em casa", comenta a psicóloga.


Após a internação de Odilon, Aline entrou em contato com a Secretaria de Saúde de São José dos Ausentes para que mandassem uma ambulância e fizessem uma avaliação médica nos avós.

"O médico entendeu a necessidade de eles serem hospitalizados, e foram levados para Vacaria. Existia a hipótese de que poderiam estar com Covid, então iniciaram o tratamento. Quatro dias depois, o teste RT-PCR deu positivo para ambos", conta.

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