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Hospital Regional tem seu dia mais letal da pandemia, com 6 mortes em 24 horas

Em julho, média de óbitos chega a 2 por dia no hospital, em Campo Grande

14 Jul 2020 - 06h59Por Correio do Estado

Com uma média de duas mortes por dia no mês de julho, o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul teve nesta segunda-feira (13), seu dia mais letal durante a pandemia da Covid-19, com seis óbitos. No intervalo de 48 horas o número é ainda maior: 10 mortes. 

A unidade é referência para o tratamento de pacientes com a doença causada pelo coronavírus, em Campo Grande e macrorregião, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Boletim do hospital divulgado no início da noite desta segunda-feira aponta que 37 pacientes já morreram de Covid-19 por lá, seis a mais que o boletim do domingo (12). No boletim de sábado (11) eram 27 mortes. 

Os 37 óbitos do Hospital Regional equivalem a 11,4% de todos os 324 casos confirmados da doença que estão internados, ou que passaram pela unidade.  

No dia 1º de julho apontava 10 óbitos no Hospital Regional, e 165 casos confirmados de Covid-19 De lá para cá, foram 27 óbitos: média superior a dois por dia neste mês, em uma unidade que tem 89 pessoas com confirmação de coronavírus internadas, 48 delas ocupando leitos de unidade de tratamento intensivo (UTI).

Todas as cinco UTIs do Hospital Regional estão abrigando pessoas com Covid-19. A UTI 5 é o Hospital de Campanha, ativado no mês passado, quando os casos na Capital e sua macrorregião começaram a aumentar.  

Nem todas as mortes contabilizadas pelo Hospital Regional são de pacientes de Campo Grande. O boletim epidemiológico desta segunda-feira (13) não discrimina a origem dos pacientes, mas no domingo, quando havia 31 óbitos, 11 eram de pacientes do interior do Estado.  

Dos 324 pacientes que já passaram pela unidade hospitalar, 163 tiveram altas clínicas, e um deles está recuperado, mas ainda internado. Depois dos seis óbitos desta segunda-feira, a taxa de ocupação de leitos críticos (UTIs e leitos semicríticos, com instrumentos de respiração mecânica) estava em 86,7%, sendo que 11 dos 83 leitos estão disponíveis. Há pessoas na enfermaria.  

Se o Hospital Regional tiver todos seus leitos ocupados, a prefeitura de Campo Grande, a Santa Casa será o primeiro hospital de retaguarda para o sistema SUS.  

Outros óbitos ocorridos em hospitais privados de Campo Grande, não são informados no boletim do Regional.  

CONTÊINER REFRIGERADO

Como há somente oito gavetas mortuárias no Hospital Regional, a direção da unidade ativou no domingo (12) um contêiner frigorífico para abrigar os corpos das vítimas da Covid-19. Na tarde desta segunda-feira, havia seis corpos lá.  

O contêiner tem capacidade para 24 corpos colocados em macas e será usado sempre que não houver vagas na câmara mortuária da unidade.

 
 

 

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