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GUERRA DA VACINA

Bolsonaro diz que não comprará vacina chinesa, mesmo se aprovada pela Anvisa

"Com a China, lamentavelmente, já existe um descrédito muito grande por parte da população, até porque, como muitos dizem, esse vírus teria nascido por lá", afirmou o presidente

22 Out 2020 - 16h00Por Correio Braziliense

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que a CoronaVac, imunizante desenvolvido pelo laboratório da China, Sinovac, não será comprada pelo governo, ainda que venha a possuir a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo o chefe do Executivo, existe um "descrédito muito grande" em relação à vacina. A declaração ocorreu durante uma entrevista à Jovem Pan, na noite de quarta-feira (21/10).

“A (vacina) da China nós não compraremos, é decisão minha. Eu não acredito que ela transmita segurança suficiente para a população. Esse é o pensamento nosso. Tenho certeza que outras vacinas que estão em estudo poderão ser comprovadas cientificamente, não sei quando, pode durar anos”, justificou.

Bolsonaro alegou que o fator que determinante para a não compra das 46 milhões de doses do laboratório chinês, oferecidas pelo governador de São Paulo, João Doria, e anunciadas pelo Ministério da Saúde, foi a “credibilidade”. “A China, lamentavelmente, já existe um descrédito muito grande por parte da população, até porque, como muitos dizem, esse vírus teria nascido por lá”, apontou.

Na quarta, mais cedo, o presidente foi categórico em dizer que a imunização não será comprada e que “o povo não será cobaia de ninguém”. Ainda na data, Bolsonaro havia dito que antes de ser disponibilizada à população, a imunização deveria ser comprovada cientificamente pelo Ministério da Saúde e certificada pela Anvisa.

Na entrevista, apesar do atrito, o mandatário ressaltou que Pazuello continuará no cargo "por muito tempo", mas afirmou que ele se "precipitou" ao assinar o protocolo de intenções da vacina

"Eu sou militar, o Pazuello também o é, e nós sabemos que quando um chefe decide, o subordinado cumpre. Ele, no meu entender, houve uma certa precipitação em assinar esse protocolo. É uma decisão tão importante, e eu deveria ser informado. Conversei há pouco no zap com o Pazuello, sem problema nenhum, meu amigo de muito tempo, ele continuará ministro. E eu digo mais: ele é um dos melhores ministros da Saúde que o Brasil já teve nos últimos anos", elogiou.

Sobre a obrigatoriedade elencada por Doria de paulistas tomarem a vacina, Bolsonaro completou que "tem certeza que o Judiciário não vai se manifestar nessa situação".

"Eu acho que tudo tem um limite e tenho certeza que o poder Judiciário não vai se manifestar nessa situação. Até porque tenho conversado com muita gente em Brasília, não vou citar nomes, mas pertencem a poderes, obviamente, e dizem que não tomariam a vacina chinesa por não ter a devida confiança".

O presidente deixou claro que não tomará o imunizante.

"O Programa de Imunização cabe ao MS. Eu não tomo a vacina, não interessa se tem uma ordem, seja de quem for, aqui no Brasil para tomar a vacina, eu não vou tomar a vacina", rebateu.

Por fim, Bolsonaro argumentou que o número de casos pelo novo coronavírus está diminuindo e que "a pandemia está praticamente indo embora.

"Tem caído o número, ou seja, a sinalização no Brasil é de que a pandemia praticamente está indo embora. Pode, quando aparecer a vacina daqui há um ano, dois, ou três, não ser necessário essa vacinação em massa porque outras doenças, até outros tipos de gripe, talvez, lá na frente, esteja até levando a óbito mais gente”, analisou.

OMS

O presidente parabenizou, na manhã desta quinta-feira (22/10), a Organização Mundial da Saúde (OMS) por não recomendar vacinação obrigatória contra a covid-19. Segundo o chefe do Executivo, a entidade deve estar ouvindo suas declarações sobre o assunto. A fala ocorreu na saída do Palácio da Alvorada a apoiadores.

"Ontem (quarta-feira), a OMS se manifestou contra a obrigatoriedade da vacina e diz que é contra medidas autoritárias. Então, quer dizer que a OMS se manifestou depois que eu já havia me manifestado. Dessa vez, acho que estão se informando corretamente, talvez me ouvindo até, então, temos certeza que não voltarão atrás nessa decisão".

Bolsonaro ainda alfinetou, indiretamente, seu desafeto político, o governador de São Paulo, João Doria, caracterizando-o como um "nanico projeto de ditador", que leva "pânico" e "terror" à população.

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