Menu
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
sábado, 23 de janeiro de 2021
Busca
AUXILIO POPULAÇÃO

Ala política defende prorrogar auxílio emergencial, mas Bolsonaro ainda não decidiu

Assessores afirmam, porém, que o presidente Jair Bolsonaro ainda não tomou nenhuma decisão sobre o tema e deve fazê-lo logo depois do segundo turno das eleições municipais.

23 Nov 2020 - 14h37Por G1

Diante da indefinição sobre o novo programa social, a ala política do governo voltou a defender a prorrogação do auxílio emergencial por dois ou três meses em 2021.

Assessores afirmam, porém, que o presidente Jair Bolsonaro ainda não tomou nenhuma decisão sobre o tema e deve fazê-lo logo depois do segundo turno das eleições municipais.

"A decisão é do presidente Bolsonaro e, até agora, ele não tomou uma posição. Deve decidir entre esta e a próxima semana, sabendo da importância do benefício para a população que está em situação de vulnerabilidade", disse ao blog um assessor presidencial.

O assessor reconhece que as pressões pela prorrogação do auxílio voltaram, mas destaca que será preciso garantir o cumprimento do teto dos gastos públicos.

Pelo texto em vigor, o pagamento do benefício – criado em meio à pandemia do novo coronavírus – vai até dezembro deste ano.

A possibilidade de prorrogação do auxílio, sem a definição de cortes de gastos para acomodar a despesa no Orçamento do ano que vem, tem gerado tensão no mercado. A semana passada terminou com dólar em alta e juros futuros também subindo.

Líderes do governo no Congresso ainda nutrem uma esperança de aprovar a chamada PEC Emergencial neste ano e de incluir no texto o novo programa social do governo.

Mas a própria base aliada do presidente da República no Legislativo considera isso praticamente impossível.

Com a votação da proposta ficando para o próximo ano, a ala política do governo voltou a defender que o auxílio emergencial continue a ser pago até o Congresso aprovar medidas que garantam a criação do novo programa social ou a reformulação do Bolsa Família.

Caso a escolha seja pela alteração do Bolsa Família, o valor do benefício seria aumentado, assim como o número de famílias atendidas.

Atualmente, o programa atende a cerca de 14 milhões de famílias. A proposta da equipe econômica é a de incluir pelo menos mais seis milhões no Bolsa Família ou no novo programa social. O valor do benefício passaria de R$ 190 para R$ 250.

Entre assessores presidenciais, a avaliação é a de que, se o novo programa social não for aprovado, o governo vai ter de prorrogar o auxílio emergencial. O benefício começou com parcelas de R$ 600 e hoje é de R$ 300.

A prorrogação deve ocorrer por dois motivos. O primeiro é não deixar uma parcela da população sem renda. O segundo é a motivação política, já que o auxílio contribuiu para melhorar a imagem do presidente nas faixas de renda mais baixa da população.

Até aqui, o ministro da Economia, Paulo Guedes, é contra a prorrogação do auxílio emergencial. Ele defende que, se não for possível aprovar a criação do Renda Brasil ou Renda Cidadã, o Bolsa Família deve ser reformulado.

Deixe seu Comentário

Leia Também

LUTO NO MS CORONAVÍRUS EM MS
Boletim Covid-19 deste sábado registra óbitos em 12 municípios de MS
DOURADOS - UNIGRAN
Fisioterapia e Farmácia estão entre as profissões que mais crescem na pandemia
CORONAVÍRUS NO MS
Com ampliação de leitos de UTI's no Estado, Saúde divulga novo mapa hospitalar
LEILÃO NO MS
Detran-MS inicia 1º leilão de 2021 e mais de 180 veículos poderão voltar a circulação
VACINAÇÃO
Secretaria de Estado de Saúde toma medidas para evitar "fura filas" da vacina contra Covid-19
ALERTA VERMELHO
Coronavírus mata mais 31 pessoas em MS e taxa de contágio continua alta
ALERTA EPIDEMIOLÓGICO
Prefeita de Navirai fecha Paço Municipal após servidores testarem positivo para Covid-19
ALARMANTE
Após Covid matar cinco pessoas prefeito de Eldorado adota medidas restritivas
AÇÕES DO GOVERNO DE MS
Governo do Estado e MPMS alinham estratégias de fiscalização no combate a Covid-19
CORONAVÍRUS NO MS
Reinaldo e governadores pedem a viabilização de insumos para produção de vacinas contra a Covid-19