O início de 2026 foi marcado por uma sequência preocupante de registros de violência doméstica em Dourados. Somente entre a noite de sábado (3/1), e o domingo (4/1), pelo menos oito ocorrências foram formalizadas na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), envolvendo conflitos entre casais, familiares e pessoas que mantinham algum tipo de convivência.
As ocorrências foram registradas em diferentes regiões do município, como Vila Industrial, Jardim Água Boa, Jardim Piratininga e Parque das Nações I, além de aldeias indígenas.
De acordo com os relatos das vítimas, parte das agressões ocorreu após o consumo de bebidas alcoólicas. Os episódios envolveram xingamentos, ameaças, empurrões, socos e chutes. Em situações mais graves, houve relatos de tentativa de enforcamento e agressões com o uso de objetos.
Em um dos casos mais graves atendidos pelas forças de segurança, uma mulher sofreu ferimentos profundos no rosto após ser atingida com uma ferramenta. Ela recebeu atendimento médico, enquanto o agressor foi preso em flagrante pela polícia.
Também constam nos registros ameaças de morte dentro do ambiente familiar, inclusive contra uma idosa. Em algumas ocorrências, as vítimas relataram histórico de violência recorrente, relações marcadas por dependência emocional e conflitos intensificados após tentativas de separação.
Em parte dos casos, as vítimas optaram por representar criminalmente contra os autores. Em outros, solicitaram medidas protetivas de urgência, como o afastamento do agressor do lar e a proibição de qualquer tipo de contato. Houve ainda situações em que os suspeitos fugiram antes da chegada das equipes policiais e não foram localizados.
As vítimas receberam orientações sobre seus direitos, sobre os procedimentos para solicitação de medidas protetivas junto ao Poder Judiciário e sobre a importância de buscar apoio na rede de proteção disponível no município. As autoridades também reforçaram a necessidade de acionar imediatamente as forças de segurança em situações de risco iminente.
Os casos seguem sob investigação.
A Polícia alerta que a violência doméstica é crime e deve ser denunciada, ressaltando que o silêncio contribui para a repetição e o agravamento desse tipo de violência. Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 ou a Guarda Municipal pelo 199.
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