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Após morte do esposo, Nilza é retirada da fila de transplante e vive rotina limitada

Na luta por sobrevivência, Nilza enfrenta doença grave e espera transplante há quatro anos

29 Nov 2025 - 07h16Por Sarai Brauna

Nilza Santana, de 50 anos, luta diariamente contra uma doença que limita sua mobilidade e compromete sua autonomia. Desde agosto de 2021, ela espera por um transplante que pode mudar sua vida, mas que foi temporariamente suspenso pelos médicos após o falecimento do esposo, em junho de 2024.

“Fiquei de 2021 a 2024 na fila do transplante. Em 2023, meu esposo foi diagnosticado com câncer de intestino e veio a falecer no ano seguinte. Os médicos decidiram me tirar da fila até eu restabelecer o emocional”, explica Nilza, que desde então mantém acompanhamento médico a cada seis meses no Hospital Incor, em São Paulo.

Nos últimos meses, a situação de saúde de Nilza apresentou novas complicações: há dois meses, foi descoberto um mioma, e uma hemorragia recente exigiu a transfusão de duas bolsas de sangue.

No momento a doença está estabilizada, mas ela afirma que ainda precisa de acompanhamento constante.

Durante todo esse período, Nilza conta com o suporte da filha, de 23 anos, que precisou deixar o emprego para cuidar da mãe. Além disso, a família depende do trabalho de um caminhão boiadeiro deixado pelo esposo como herança, mas que sofreu acidentes e prejuízos recentes, tornando a situação financeira ainda mais difícil.

“Estamos passando um sufoco terrível. A sorte é que meu genro e o dono da transportadora estão nos ajudando a colocar o caminhão pra trabalhar novamente”, relata.

Nilza recebe apenas a aposentadoria e o custeio de passagens pelo TFD (Tratamento Fora de Domicílio) para consultas e exames em São Paulo. “Chegando lá, a gente se vira com as despesas. Em dezembro, farei novo exame do coração”, afirma.

Vida limitada e esperança por dias melhores

A doença trouxe mudanças profundas para o cotidiano de Nilza. Ela não pode caminhar longas distâncias, realizar esforços físicos e precisa da presença constante de alguém para qualquer atividade. “Mudou totalmente minha vida. É muito difícil depender de tudo e de todos", desabafa.

Apesar dos desafios, Nilza mantém a fé e a esperança de que a espera pelo transplante, que já dura mais de quatro anos, terá um desfecho positivo em breve.

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