Menu
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
segunda, 12 de outubro de 2026
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
Busca
Busca
Região

Após meses de reabilitação, Imasul solta sete macacos-prego para retorno à vida livre no Pantanal

17 Out 2025 - 08h36Por nrodrigues

O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), por meio do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), realizou entre os dias 14 e 16 de outubro a soltura de sete macacos-prego (Sapajus cay) na Fazenda Santa Sofia, no município de Aquidauna.

A ação marca mais uma etapa do trabalho contínuo de reintrodução de fauna silvestre conduzido pelo Estado, voltado à recuperação, monitoramento e preservação de espécies nativas do Pantanal. Os animais passaram por um extenso processo de reabilitação nas dependências do CRAS, onde foram acompanhados por uma equipe de biólogos e veterinários.

A iniciativa contou com o apoio do Refúgio Santa Sofia, onde funciona o Onçafari, parceiro nas ações de conservação e pesquisa na região pantaneira. Durante esse período, reaprenderam a buscar alimento, reconhecer sons da floresta e conviver em grupo, em um ambiente controlado que simula as condições naturais.

A soltura foi planejada para o período pós-seca, quando há maior disponibilidade de frutos e recursos alimentares, fator que aumenta as chances de adaptação e sobrevivência no habitat natural.

“O processo de reabilitação é feito de forma gradual, para minimizar o estresse e garantir que os animais estejam aptos a retomar seus comportamentos naturais. É uma etapa que requer técnica, observação e tempo”, explica Aline Duarte, gestora do CRAS.

 

Monitoramento e pesquisa científica

Após a soltura, os macacos-prego receberam colares de rastreamento por GPS, que permitirão o acompanhamento remoto e o estudo do comportamento do grupo em seu ambiente natural.

Os dispositivos registram deslocamentos, áreas de uso, formação de grupos e padrões de alimentação. Esses dados serão analisados por pesquisadores e técnicos do Imasul para avaliar o sucesso da reintrodução e aprimorar futuras ações de soltura.

“O monitoramento é fundamental para compreender como esses animais se comportam no retorno à natureza e para aperfeiçoar os protocolos de reabilitação”, destaca a bióloga Márcia Delmondes, integrante da equipe técnica do CRAS.

Antes da liberação, todos os indivíduos passaram por avaliações clínicas e laboratoriais completas. Os testes confirmaram resultados negativos para Anaplasma sp., Babesia sp., Clostridium perfringens e Leptospira sp., garantindo que os animais estavam em condições sanitárias seguras para o retorno à natureza.

O trabalho contou com o suporte do Hospital Ayty, unidade do Imasul equipada com centro cirúrgico, laboratório, sala de esterilização, raio-X e farmácia veterinária, que oferece atendimento integral à fauna silvestre em reabilitação no Estado.

Origem e recuperação dos animais

Os sete macacos têm origens diversas, provenientes de resgates, apreensões e entregas voluntárias. Alguns chegaram ao CRAS debilitados ou com comportamento dependente de humanos, exigindo meses de readaptação. Outros foram retirados de cativeiro doméstico e precisaram reaprender a formar grupos e responder a estímulos naturais.

Durante a reabilitação, os técnicos monitoraram o desenvolvimento físico e social de cada indivíduo, definindo o momento adequado para a soltura em grupo — condição ideal para a espécie Sapajus cay, que vive em bandos organizados e cooperativos.

A médica-veterinária Jordana Toqueto, também do CRAS, explica que o uso dos colares de rastreamento possibilita uma avaliação contínua e científica da readaptação dos primatas.

“Com os dados de GPS, conseguimos saber onde o grupo está se deslocando, se estão se alimentando adequadamente e se mantêm o comportamento natural da espécie. Esse tipo de acompanhamento é essencial para medir a efetividade do processo de reintrodução e garantir que o retorno à natureza ocorra de forma segura”, detalha Jordana.

 

Compromisso institucional

Para o diretor-presidente do Imasul, André Borges, o trabalho simboliza o esforço contínuo do Estado em garantir a preservação da fauna nativa e o uso da ciência como ferramenta de gestão ambiental.

“O CRAS e o Hospital Ayty representam uma política pública consolidada de cuidado com os animais silvestres. O uso de tecnologias de rastreamento e o acompanhamento científico fortalecem a proteção da biodiversidade e ampliam o conhecimento sobre as espécies do Pantanal”, destacou André Borges.

O Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) é referência nacional no acolhimento, tratamento e reintrodução de fauna. Mantido pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio do Imasul, o centro recebe animais oriundos de resgates, apreensões e entregas voluntárias em todo o território sul-mato-grossense.

 

Comunicação Imasul

Participe do nosso canal no WhatsApp

Clique no botão abaixo para se juntar ao nosso novo canal do WhatsApp e ficar por dentro das últimas notícias.

Participar

Leia Também

Fé
Festa de Nossa Senhora Aparecida promete reunir fé, tradição e confraternização em Culturama
capa Política
Quase 483 mil eleitores não compareceram às urnas em MS no primeiro turno das Eleições 2026
Eleições 2026
Flávio Bolsonaro vence em 73 municípios de MS; Lula leva vantagem em apenas seis
urgente
Homem que faleceu em acidente entre Fátima do Sul e Dourados é identificado
Trânsito
Homem morre em acidente grave na BR-376, entre Fátima do Sul e Dourados

Mais Lidas

Fé
Festa de Nossa Senhora Aparecida promete reunir fé, tradição e confraternização em Culturama
TEMPO
Sob alerta de tempestades, MS terá feriado chuvoso nesta segunda-feira
TRAGICO ACIDENTE
Motorista morre preso às ferragens após carreta com milho tombar em rodovia de MS
ACIDENTE FATAL
Técnica de enfermagem morre após moto ser atingida por carro em Dourados
Urgente
ACIDENTE FATAL NA BR-376 DEIXA UMA PESSOA MORTA ENTRE VICENTINA E FÁTIMA DO SUL