O município de Vicentina foi visitado no final de semana por integrantes da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), que conheceram aspectos locais dentro do processo da então Colônia Nacional de Dourados (CAND), que deu origem ao povoamento e desenvolvimento regional, a partir das década de 1.943.


No sábado (30), o professor geógrafo Manoel Messias Ferreira de Macedo, secretário municipal de Meio Ambiente de Vicentina, recebeu a visita de uma turma de 25 acadêmicos e pesquisadores do curso de Geografia da UFGD (licenciatura e bacharelado) em atividades de trabalho de campo.

O secretário Messias ministrou a palestra e o trabalho de campo, tendo como orientadores da turma os professores doutores Alexandre Bergamin e Bruno Frank, do curso de Geografia UFGD. Conforme Manoel Messias, trabalho de campo teve como centralidade compreender as dinâmicas socioespaciais e paisagísticas de Vicentina e observar, empiricamente, transformações agrícolas e populacionais do município, do processo de colonização a partir da CAND aos dias atuais.
Colono da CAND, Expedido Martins de Moura, de 102 anos, sendo mais de 75 em Vicentina
Além da palestra, o trabalho de campo realizou visita à Central Energética de Vicentina, observações ao longo do percurso sobre a paisagem atual e finalizou com uma visita à Mata do Tácio. Manoel Messias aproveitou ainda para contextualizar a nova dinâmica administrativa local, falando do trabalho de educação ambiental em Vicentina, citando também os primeiros passos para a criação de um viveiro municipal de mudas de árvores.
Conversa com pioneiro – No trabalho de campo, acadêmicos e professores da UFGD fizeram também uma roda de roda de conversa com o senhor Expedito Martins de Moura, considerado o colono mais antigo do município. Ele está com 102 anos de idade e é morador da Linha do Iguaçu desde os anos de 1950.
Muito lúcido , Expedito revelou em sua fala detalhes de toda a trajetória de 23 dias de viagem para chegar, desde o estado do Ceará, para Mato Grosso, hoje atual Mato Grosso do Sul. Ele destacou as dificuldades encontradas para tomar posse do seu lote nº 65, quadra 41, da então Colônia Agrícola Nacional de Dourados (CAN).
O pioneiro falou das lutas e conquistas ao longo das décadas, desde sua primeira venda de cereal oriunda do seu lote e do sogro (10 sacas de arroz), ocorrida no final dos anos 1950. O centenário colono vicentinense citou ainda suas conquistas, sendo que a principal delas foi ter criado e formado os 14 filhos em curso superior, por considera a educação a chave para uma cidadania mais digna.

Colono da CAND, Expedido Martins de Moura, de 102 anos, sendo mais de 75 em Vicentina


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Fotos: Wendell Souza / Assessoria