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POLITICA

Depois de acompanhar Bolsonaro em MS, Soraya 'dá facada nas costas' do presidente

Após votar pela derrubada do veto do presidente que impedia reajuste ao funcionalismo, Soraya recebe ataques da militância em MS

20 Ago 2020 - 16h01Por Topmidia news

Chamada de traidora entre grupos conservadores de Mato Grosso do Sul, a senadora Soraya Thronicke (PSL) não está com uma imagem muito boa por aqueles que outrora a apoiavam. Isso porque, nesta quarta-feira (19), a parlamentar votou para derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro que impedia a concessão de reajustes para carreiras do funcionalismo público até o fim de 2021. 

Grupos de WhatsApp publicaram sobre a ‘facada nas costas’ de Bolsonaro, que veio um dia após a senadora o acompanhar na comitiva presidencial, em inauguração da Estação de Radar em Corumbá e visita a Nioaque na terça-feira (18).

Rafael Tavares, que é pré-candidato a vereador pelo Republicanos e alega ser ex-apoiador da senadora, se manifestou na rede social. “A traidora do Bolsonaro, digo a senadora do Bolsonaro. Se arrependimento matasse, eu tava morto por causa dessa senhora aí”. A imagem abaixo chegou a vários grupos da rede social hoje. 

(Reprodução Redes Sociais/ Rafael Tavares/ e site MS Conservador)

Bolsonaro vetou o reajuste ao sancionar a lei de ajuda a estados e municípios devido à Covid-19. Essa era uma das condições para enviar recursos. No entanto, ontem, 42 senadores, entre eles Soraya, foram a favor da derrubada do veto. O governo teve apenas 30 votos.

Após a votação, o ministro da Economia Paulo Guedes se manifestou dizendo que a decisão do Senado era um desastre e “um péssimo sinal”. Segundo o G1, o presidente Bolsonaro disse que “será impossível governar” se o veto também for derrubado na Câmara Federal.

"Ontem, o Senado derrubou um veto que vai dar um prejuízo de R$ 120 bilhões para o Brasil. Então, eu não posso governar o país. Se esse [a derrubada] veto for mantido na Câmara, é impossível governar o Brasil. É impossível", disse Bolsonaro ao G1.

O outro lado

Em contato com a pré-candidata Juliana Gaioso, que apoia o mandato de Soraya e é ex-assessora parlamentar foi dito que: "Rafael Tavares nunca foi apoiador, nunca esteve nos movimentos organizados pelo grupo. Ele é pré-candidato por outro partido e estaria caçando likes". Ela cita que o rapaz era do PSL, mas se desfiliou para entrar no partido Aliança pelo Brasil, que não foi criado a tempo das eleições. Na visão de Gaioso, o rapaz está à procura de mídia. 

O questionamento a respeito do voto da senadora derrubando o veto foi encaminhado e o espaço está aberto para uma resposta oficial caso a senadora Soraya Thronicke queira se manifestar. 

 

 

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