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política na capital

Com Bernal desesperado, partidos fazem leilão de cargos entre prefeitura e governo

8 Nov 2013 - 16h01Por Mídia Max

A busca desesperada do prefeito Alcides Bernal (PP) pela salvação do mandato pode render bons frutos para os partidos que têm representantes na Câmara. Desesperado para conseguir 10 votos e derrubar a Comissão Processante, o prefeito tem tentado a todo custo atrair aliados e pode pagar um preço bem caro para conseguir até partido com número inexpressivo de vereadores na Câmara.

Após promessa ao PT, de que ampliaria a base, o prefeito deu início à busca com reunião com o PTB, que traiu ele na votação para abrir a comissão processante. Na última hora, Edson Shimabukuro (PTB) disse que ouviu o partido e pessoas que o elegeram e trocou o voto, ajudando a abrir a comissão que pode cassar o mandato. Mesmo com a traição, o prefeito não se mostrou magoado e pediu para o PTB informar o que precisa para apoiar a administração.

Experiente, o presidente estadual do PTB, Ivan Louzada, reuniu o partido e já começou a colocar na balança se será mais vantajoso apoiar o prefeito ou continuar no barco do governador André Puccinelli (PMDB), onde tem vários cargos pelo Estado. A decisão poderia ser mais fácil se o prefeito não corresse o risco tão grande de sair antes dos quatro anos. Neste caso, sem o risco, seria fácil escolher a prefeitura, já que os indicados do partido teriam mais três anos de salários garantidos.

O vereador Edson Shimabukuro confirma o “quem da mais” quando lembra que o PTB tem uma parceria com o governador, que inclusive lhe fez mudar de voto e ser favorável a abertura da comissão processante. “Antes de qualquer acordo com o prefeito, tem que desfazer com o governador. Se o governador oferecer este espaço também, tem que decidir em nível do PTB. Agora é o PTB. Já coloquei as posições que vinha tendo. Tinha liberdade, agora o prefeito foi procurar o presidente estadual do PTB”, justificou.

Shimabukuro contou que antes de votar a favor da comissão foi chamado por Puccinelli para uma conversa. No encontro, o governador pediu para o vereador votar a favor da abertura da comissão, alegando que a investigação não era a condenação. “Ele me disse que não votaria pela condenação, mas que se o prefeito tivesse correto, provaria. Não é que o mandato dele já iria embora. Daria a chance de defesa”, contou.

Secretário Articulando

Pedro Chaves nem bem chegou e já está atuando fortemente para garantir novos aliados. Porém, já iniciou a busca querendo privilegiar o próprio partido, o PSC. Em vez de priorizar siglas com maior número de vereadores, o que poderia ajudar mais, ele está tentando convencer o PSC, que nem tem mandato garantido, a apoiar Bernal.

Juliana Zorzo assumiu o mandato por um arranjo de Puccinelli, que promoveu Herculano Borges para a secretaria de Juventude. Porém, Herculano trocou o PSC pelo Solidariedade e Juliana pode perder o mandato a qualquer momento. Ciente da fragilidade do mandato, a vereadora resiste em ir para a base, mas Pedro Chaves já informou que ela pode ser abrigada na administração de Bernal se perder o cargo. A vereadora é cotada para assumir a secretaria da Juventude, que ainda está vaga na administração de Bernal.

A ampliação do número de aliados é uma das condições dadas pelos sete vereadores para continuarem apoiando o prefeito. O líder de Bernal, Alex do PT, já declarou que é inconcebível aceitar as goleadas que tem tomado na Câmara com tantos cargos vagos que poderiam atrair novos partidos. Todavia, o PT alega que não quer cargos, mas condições de defender o prefeito. Apesar de negar a busca por cargos, o PT enfrenta críticas até de filiados. Insatisfeito, Zeca chegou a dizer que não foi a posse de Pedro Chaves porque não é da "ala da boquinha".

Bernal já tentou, pessoalmente, conseguir o apoio do PSB, do vereador Carlão. Porém, ainda não definiu qual o espaço que dará ao partido. O vereador já informou que não pode assumir o ônus de virar base do prefeito sem ter espaço para o partido, que deseja, pelo menos, uma secretaria do tamanho da Semadur.

A dificuldade de Bernal com o PSB será a mesma que terá se conseguir convencer o PDT a integrar a base. Paulo Pedra chegou a defender Bernal na Câmara, mas desistiu depois que o presidente estadual do partido, João Leite Schimidt, assumiu o controle e o proibiu de falar em nome da sigla. Para valorizar o partido, Schimidt disse a Pedro Chaves que é difícil apoiar Bernal, visto que o PDT esteve em palanque oposto em 2012.

Além de PDT, PSB e PTB, Bernal ainda terá que arrumar cargos para partidos que estão com um representante na base, como PSDB e PPS. Resistente, João Rocha continua na base, mesmo sem autorização do PSDB. Porém, para conseguir apoio integral dos tucanos, que ainda tem na Câmara a vereadora Rose Modesto, Bernal terá que contornar a insatisfação pelo desrespeito com o diretório estadual, que não teve espaço na administração, e ainda oferecer secretarias.

Na gestão de Nelsinho Trad (PMDB) o PSDB participou com duas secretarias, a de Educação e a Funesp. Bernal até tentou seguir o exemplo de Nelsinho, dando cargos a José Chadid e Leila Machado. Porém, o PSDB considerou as indicações pessoais, expulsou Chadid e pode expulsar Leila se ela não deixar o cargo.

Soma-se a insatisfação do PSDB o desrespeito de Bernal com Athayde Nery, presidente estadual do PPS. Ele foi convidado por Bernal para trabalhar como articular político, mas viu o prefeito indicar Pedro Chaves, sem ao menos informar que ele seria preterido.

Divulgação
 

 

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