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Testemunha diz que dançarino foi ameaçado por PMs dias antes de morrer

24 Abr 2014 - 13h06Por Folha

Uma testemunha que esteve com o dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, 26, o DG, dois dias antes de ele ser morto com um tiro na comunidade Pavão-Pavãozinho, em Copacabana (zona sul do Rio), afirmou que o dançarino havia sido ameaçado por policiais militares da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) local.

O bombeiro civil e funkeiro Paulo Henrique dos Santos, 37, conhecido como Hulk, afirmou que estava com DG em uma festa na comunidade na noite do último sábado (19) quando, por volta das 4h, uma guarnição da PM lotada na UPP local fez ameaças a ele e ao dançarino.

"Eles chegaram e nos chamaram de bandidos, afirmando que a gente só vivia no meio de bandidos. Acontece que, por sermos famosos, as pessoas da comunidade têm simpatia por nós e se aproximam sempre que estamos aqui", disse Santos, durante o velório de DG, na manhã desta quinta.

Ele é morador do Pavão-Pavãozinho e diz que sempre teve afinidade com a família de DG, por ter sido criado na comunidade. O bombeiro marcou um depoimento à corregedoria da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) na próxima semana e afirmou estar à disposição da polícia para prestar esclarecimentos, apesar de ainda não ter sido chamado a depor.

A mãe de DG afirmou que pretende levar as informações de Santos a organizações de direitos humanos; ela já foi procurada por representantes da ONG Anistia Internacional.

Em entrevista a telejornais, Maria de Fátima da Silva, disse ter falado com uma testemunha que teria visto seu filho ser torturado pelos PMs. "A pessoa que assistiu toda a tortura do Douglas, disse que ele apanhou até a morte, com requintes de crueldade. Ele terminou de ser assassinado na creche", afirmou a mãe do dançarino.

DG foi encontrado morto na terça-feira (22) nos fundos de uma creche do Pavão-Pavãozinho, horas após um confronto entre criminosos e PMs da UPP local, instalada em 2009.

Dançarino do programa "Esquenta", da Rede Globo, ele não era morador da favela, mas costumava frequentar a comunidade para visitar a filha de quatro anos e para ensaiar passos de dança com os colegas do grupo Bonde da Madrugada.

  Reprodução/Facebook  
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