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sábado, 7 de novembro de 2026Fátima do Sul 32°
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Tecnologia que conecta crimes chega a seis cidades de MS após 179 ligações balísticas

Por Redação
(2 min de leitura)

O Governo de Mato Grosso do Sul investiu R$ 720 mil na compra de seis câmaras de recuperação de projéteis para ampliar a coleta de padrões balísticos no interior. Os equipamentos foram destinados às unidades regionais da Polícia Científica em Amambai, Bataguassu, Ponta Porã, Três Lagoas, Coxim e Fátima do Sul.

As unidades atendem, juntas, 28 municípios. A aquisição foi feita pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), com recursos do Fundo Estadual de Segurança Pública (Fesp).

Com os equipamentos, peritos poderão coletar no interior padrões de projéteis e estojos de munição para comparação com vestígios de outros crimes. Até então, esse trabalho era concentrado principalmente em Campo Grande, e algumas armas precisavam ser encaminhadas à Capital.

Correspondências cresceram 66%

Mato Grosso do Sul integra o Sistema Nacional de Análise Balística (Sinab) desde julho de 2023. Em novembro de 2025, o Estado tinha 108 ligações balísticas confirmadas. Até 6 de novembro deste ano, o número chegou a 179 — 71 correspondências a mais, crescimento de aproximadamente 66%.

Em um caso em Campo Grande, uma arma apreendida por porte ilegal foi relacionada a quatro ocorrências anteriores após a comparação de estojos de munição. Em outro, uma arma apreendida em uma ocorrência de homicídio no interior de Mato Grosso do Sul foi vinculada a vestígios de um crime ocorrido em Mato Grosso. A correspondência foi confirmada por confronto físico em laboratório.

As ligações balísticas estabelecem relações técnicas entre armas e vestígios, mas não significam, por si só, que os crimes foram solucionados ou que a autoria foi identificada. As informações podem subsidiar as investigações, que dependem de outros elementos de prova.

Como funciona a análise

Durante o exame de uma arma, peritos fazem disparos controlados para obter projéteis e estojos de referência. As câmaras permitem recuperar os projéteis preservando as marcas produzidas pelo armamento.

Imagens dessas marcas são registradas e comparadas pelo Sinab com dados armazenados no Banco Nacional de Perfis Balísticos. O sistema aponta possíveis correspondências, que são analisadas e confirmadas por peritos criminais.

Segundo a diretora do Instituto de Criminalística, Karina Rébulla Laitart, a ampliação da coleta no interior permitirá aumentar a base de dados e identificar novas relações entre ocorrências em Mato Grosso do Sul e em outros estados.

fonte: d o u r a d o s a g o r a

Esta notícia tem origem em fonte externa, devidamente identificada. Leia nossa Política Editorial.

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