Levantamento da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) aponta queda nos índices de crimes patrimoniais em Mato Grosso do Sul no primeiro semestre de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024. Esse resultado positivo é fruto de investimentos constantes e de um trabalho focado na inteligência da cobertura policial.
Conforme os dados, Campo Grande, capital e cidade que concentra um terço da população estadual, apresenta os melhores indíces de redução em uma análise individual. Os crimes de roubo - quando há uso de violência do criminoso - em via urbana caíram de forma expressiva: 30,7%, com 875 ocorrências em 2024 e 612 em 2025.
Já os roubos em comércio tiveram uma redução de 7,1%, de 42 para 39 casos, enquanto os roubos de veículos caíram 20,2%, com 94 ocorrências no ano passado contra 75 neste ano. Os roubos em residência também recuaram, passando de 51 para 47 casos - queda de 7,8%.
Quanto aos furtos, o destaque foi para a redução de 33,4% nos furtos de veículos, de 908 em 2024 para 605 neste ano. Já os furtos em residências apresentaram leve variação de 0,7%, com 2.077 registros em 2025, contra 2.062 no ano anterior, aponta o levantamento da Sejusp.
Para o coronel Emerson de Almeida Vicente, comandante do Comando de Policiamento Metropolitano (CPM), a redução nos crimes patrimoniais é reflexo do reforço nas ações das equipes de Radiopatrulhamento das sete Unidades de Área de Campo Grande.
O comandante do CPM (Comando de Policiamento Metropolitano), coronel Emerson de Almeida Vicente, destaca que o trabalho de inteligência monitora os índices criminais semanalmente, traçando assim estratégias mais eficazes conforme a necessidade de cada região.
"Analisamos a mancha criminal e direcionamos o efetivo para as regiões que mais precisam. Isso nos permite agir com mais precisão e rapidez", afirma, ressaltando ainda que reuniões mensais garantem o planejamento das ações com base nos dados estatísticos atualizados.
Vicente também explica que houve aumento do policiamento ostensivo e preventivo. "[Isso ocorreu] desde o fim do ano passado, com a chegada de novos policiais, ampliação dos setores de policiamento de 38 para 50 e o projeto piloto de locação de viaturas. Além disso, realizamos diversas operações focadas em crimes contra o patrimônio".
Impacto em todo o Mato Grosso do Sul
O cenário de redução nos crimes patrimoniais em Campo Grande acompanha a tendência observada em todo o Estado. No acumulado do primeiro semestre de 2025, em comparação com o mesmo período em 2024, Mato Grosso do Sul registrou queda acentuada em vários crimes:
- Roubo em via urbana: -21% (de 1.260 para 996)
- Roubo de veículos: -13,4% (de 164 para 142)
- Roubo ao comércio: -6% (de 83 para 78)
- Roubo em residência: -2,1% (de 96 para 94)
- Roubo seguido de morte: -66,7% (de 9 para 3 casos)
- Furto de veículos: -23,6% (de 1.444 para 1.103)
- Furto em residência: -4,9% (de 4.357 para 4.143)
Titular da Derf (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos), o delegado Fábio Leite Brandalise analisa que a redução dos índices é resultado do contínuo aparelhamento, aperfeiçoamento e valorização dos agentes de segurança pública, incluindo dos policiais civis.
"A Derf opera incansavelmente na repressão a crimes de roubos e furtos, desempenhando suas atividades em Campo Grande, mas também com abrangência em todo o interior do Estado”, afirma, alertando a população em seguida sobre os cuidados ao comprar produtos usados, como celulares e eletrodoméstico.
O delegado reforça que o comprador deve sempre exigir nota fiscal ou recibo com identificação do vendedor, mesmo no caso de produtos usados. "É fundamental desconfiar de preços muito abaixo do mercado ou de vendas feitas por desconhecidos na rua. Prefira lojas estabelecidas. Se for abordado pela polícia, é importante ter como comprovar a origem do item adquirido, o que demonstra boa-fé", disse.
No caso de aparelhos celulares, é possível consultar a procedência gratuitamente pelo site da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), usando o número IMEI. A Derf recomenda também exigir carregador, caixa e acessórios do aparelho, que ajudam a indicar origem lícita. "Tomando esses cuidados, o cidadão evita se envolver no crime de receptação, cuja pena pode chegar a oito anos de prisão", alerta o delegado.
Comunicação Sejusp-MS
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