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TRÁFICO E CONTRABANDO

Pista de pouso clandestina segue aberta para crimes em Mato Grosso do Sul

2 Dez 2013 - 11h20Por Dourados Agora

A pista de pouso e decolagem clandestina supostamente utilizada para o narcotráfico em Mato Grosso do Sul continua aberta a criminalidade. É que apesar de uma decisão judicial no início do ano para destruí-la, o Incra enfrenta entraves burocráticos para cumprir a determinação. A pista está localizada em área da reserva ambiental às margens do Rio Apa, na divisa entre Mato Grosso do Sul com o Paraguai.

Em setembro deste ano o Incra explicou que para implodir a pista seriam necessários artefatos do Exército que já informou que só atua com os explosivos em situações de guerra, o que não seria o caso. De lá para cá nada mudou. Por causa disso, o Incra de Mato Grosso do Sul diz que vai abrir processo para a locação de maquinários.

O objetivo é garantir que a pista será destruída. Porém, até agora não há nenhuma previsão de quando estes equipamentos estarão disponíveis. Conforme o Incra, a pista está localizada dentro do Assentamento Caracol, localizado na cidade de Bela Vista.

A decisão judicial que determina a implosão da pista entendeu que o local estaria funcionando na clandestinidade e ilegalidade. A mesma sentença judicial decidiu pela reintegração de posse de oito lotes que estavam em poder do assentado acusado de construir a clandestina. Ele alega que a pista era utilizada para fins de agrícolas.

A denúncia partiu do Incra e do Ibama que constataram em vistoria que o dono do lote no assentamento teria causado uma devastação de 200 hectares em reserva natural as margens do Rio Apa para construir a pista. Denúncias dão conta de que, por ser totalmente iluminada, a pista seria utilizada para atividades diurnas e noturnas. A Polícia investiga se o local era utilizado para fins ilícitos como o tráfico.

De acordo com o Incra, os problemas no Assentamento Caracol se arrastam desde 2006. Nestes lotes, o assentado cultivava soja e arroz. O assentamento foi criado na década de 90 e há denúncias do Incra de que o local foi comprado de forma irregular pelo atual proprietário. Ele afirmou que comprou o lote de um outro assentado e, desde 2004, vinha ocupando o local.

O Ministério Público Estadual (MPE) também investigou o acusado por conta do desmatamento da área de preservação permanente do assentamento e a colocação de tubos de captação de água do Rio Apa para a construção de uma base de energia para irrigação da lavoura de arroz.

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