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EXPLOSÃO EM BEIRUTE

Libanês se emociona e diz: Parecia uma bomba atômica, que acabou com tudo

Dono da Cedro Construtora, Salim Kamel Abou Rahal tem dois irmãos e mais de 20 sobrinhos em Beirute e conta o que ouviu dos parentes

5 Ago 2020 - 13h46Por Repórter MT

“Primeira coisa que veio à cabeça é que parecia uma bomba atômica, que acabou tudo. Fiquei apavorado”, disse o empresário de Cuiabá, dono da Cedro Construtora, Salim Kamel Abou Rahal, ainda muito emocionado sobre a reação aos ver as primeiras imagens da explosão em Beirute, por volta do meio-dia desta terça-feira (04), horário de Cuiabá.

Salim tem dois irmãos que moram na capital do Líbano e diz que são mais de 20 sobrinhos. O desespero parece ter durado uma eternidade, pois logo após ver as primeiras notícias ele começou a tentar fazer contato, mas não conseguia falar com ninguém. Somente cerca de 30 minutos depois conseguiu notícias e soube que os parentes estavam bem.

Muitos moram na região próxima à explosão e os relatos ouvidos pelo empresário mostram o terror que os moradores passaram e ainda passam.

Salim relata que conversou com uma sobrinha que mora a cerca de 1 km da região portuária. É a jornalista Layal Abou Rahal, da Agência France-Presse (AFP) e correspondente do site Yahoo.

Layal tinha acabado de chegar ao local da explosão quando falou com o tio no Brasil e relatou o cenário de destruição. Salim conta que está mantendo contato com ela, que ficou até às 2h, horário de Mato Grosso, na região portuária, e às 8h (horário daqui) ainda não tinha dormido ainda. O fuso horário é de 7 horas a mais em Beirute.

Entre as informações que repassaram ao empresário, é que num raio de 20 km há uma destruição imensa.

Outro sobrinho do empresário, que morava no 10º andar de um prédio, a cerca de 1,5 km do local da explosão, fez mais um relato do desespero. Ao tio, afirmou que não ouviram a primeira explosão. Depois veio um barulho leve e o prédio começou a tremer. Eles imaginaram que podia ser um terremoto.

Mas, de repente, veio um vento muito forte, e o barulho da segunda explosão. Tudo o que era de vidro explodiu. Uma porta do apartamento, que era de vidro, voou para fora. Junto com o vento, uma neblina suja (a água do mar evaporou e se uniu à poeira da explosão).

Imediatamente, a cidade ficou sem luz, sem água e sem comunicação. O sobrinho desceu os 10 andares com os filhos de 3 meses e outro de 1 ano. Ao chegarem ao térreo, ninguém tinha informações. A angústia para saber o que estava acontecendo demorou cerca de duas horas, quando alguns serviços começaram a ser restabelecidos e eles tiveram as primeiras informações.

Até a manhã desta quarta-feira (05), final da tarde em Beirute, quase 24 horas após as explosões, os telefones fixos ainda não funcionam, a energia e a água não foram restabelecidas.

Alguns familiares do empresário Salim já se preparam para deixar Beirute, e ir para as montanhas, devido à fumaça tóxica que toma conta de toda a cidade. Esse é, inclusive, um dos pedidos do governo local, para que todos que possam que sigam para outros locais. Familiares de Salim seguem para Kfeir, região sul, cidade natal do empresário.

Na família de Salim não há ninguém desaparecido, mas os sobrinhos têm amigos que ainda não foram encontrados.

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