FEMINICIDIO
Homem mata companheira a facadas e tira própria vida no MS
Caso aconteceu no início da tarde desta segunda-feira na Travessa Ômega

Joel Escócio Carvalho, de 59 anos, matou a companheira, Terezinha Nantes de Arruda, de 54, a facadas e, em seguida, tirou a própria vida, no início da tarde desta segunda-feira (27), na Vila Bandeirantes, em Campo Grande. Este é o 16º caso de feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul neste ano.
Equipes das polícias Militar e Civil atendem a ocorrência. O imóvel foi isolado para o trabalho da perícia. Policiais da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) também são aguardados.
Vizinha do casal há vários anos, uma mulher, que preferiu não se identificar, disse que ficou surpresa com o crime. Segundo ela, nunca presenciou discussões entre os dois e soube da tragédia apenas ao notar a movimentação de viaturas e da ambulância em frente à residência.
'Eu escuto tudo aqui de casa e nunca ouvi uma discussão. Nenhum pio. Quando vi a ambulância e a polícia, pensei que pudesse ter sido um roubo. Nunca imaginei uma coisa dessas', contou.
Criminalidade e justiça
A moradora afirmou que os dois eram casados havia muitos anos, tinham dois filhos adultos e uma neta, que costumava ser levada à escola pela avó. 'Eles eram um casal feliz. Viajavam sempre para a fazenda da família dela. A gente era vizinho há anos e nunca viu briga', disse.
Feminicídios - Com o caso, Mato Grosso do Sul chega ao 16º feminicídio registrado em 2026. O último caso foi registrado em 17 de julho, no município de Nioaque, a cerca de 185 quilômetros de Campo Grande, quando Antonio Marcos da Silva matou Rosenida de Oliveira Candelário, de 48 anos e em seguida, matou o conhecido Reginaldo Messias Bispo.
Este é o segundo caso registrado na Capital este ano. O primeiro caso foi em abril, quando a subtenente da Polícia Militar, Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, foi morta pelo namorado na própria casa. Gilberto Jarson ainda nega a autoria do crime.
A Central 180 funciona 24 horas, de graça, e a ligação pode ser anônima. Em caso de emergência, procure a polícia pelo 190. Violência contra mulheres, crianças, idosos ou qualquer pessoa não pode ser silenciada.
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