ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA
Grupo armado com fuzis ataca delegacia na região de fronteira e deixa três mortos

Um grupo com dezenas de pessoas armadas com fuzis atacou uma delegacia na noite de terça-feira, dia 21, no Departamento de Canindeyú, Estado paraguaio que fica na fronteira do país com o Brasil em Mato Grosso do Sul. Dois policiais e um civil que é secretário do local morreram.
De acordo com o ABC Color, o ataque aconteceu pouco antes da meia-noite na colônia de Naranjito, no distrito de Ybyrarobaná, que fica a menos de 80 km de fronteira com o Brasil, na região na Sete Quedas.
A Polícia Nacional divulgou que os mortos são os suboficiais Atilio Martínez Barrios e Herminio Ojeda González e o civil Josemar Escobar Píris.
Um policial conseguiu escapar ileso e outro ficou ferido, mas o quadro seria estável. Ele foi transferido para o Hospital da Polícia "Rigoberto Caballero" em Assunção, capital do Paraguai.
Os responsáveis pelo ataque ainda não foram identificados. O grupo composto por entre 20 e 30 pessoas vestidas com roupas camufladas, teria chegado a pé ao posto policial que fica perto de uma área arborizada.
Além dos fuzis, elas ainda estariam com bombas caseiras conhecidas como ‘coquetéis molotov’, que teriam sido utilizados para incendiar parte da delegacia antes de assassinar as vítimas.
No local, foram encontrados cartuchos de munição de espingarda e rifle de calibres 5.56 e 7.62.
A Polícia Nacional atribui o ataque a uma organização criminosa, mas ainda não teria identificado a qual o grupo pertenceria. Os agentes na área, com apoio militar do Comando de Defesa Interna (Codi) fazem buscas na região.
Também são feitas buscas com sobrevoo de drones.
A suspeita dos investigadores é de que o alvo do ataque não seria a um dos policiais em particular, mas a própria delegacia, já que teriam levado armas do local.
Os policiais que sobreviveram ainda teriam relatado que os agressores falavam guarani.
Os corpos das vítimas do ataque foram encaminhados para a sede do Ministério Público em Salto del Guairá, cidade paraguaia gêmea da brasileira Mundo Novo, em Mato Grosso do Sul.
Eles devem passar por perícia para determinar com precisão as causas das mortes.
Prédio novo de alvenaria construído atrás da estrutura de madeira, à esquerda antes e à direita depois do ataque. Foto: Divulgação / ABC Color.
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