Menu
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
segunda, 10 de agosto de 2020
SADER_FULL
Busca
BANNER ECO TOUR
operação Colludium

Cinco empresários são presos por fraudar licitações em MS e mais três Estados

15 Jan 2014 - 14h57

Uma operação realizada na manhã desta terça-feira (14) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de Bauru, batizada de Colludium, prendeu cinco empresários do ramo de fabricação de embalagens plásticas em quatro cidades do interior do Estado de São Paulo.

O objetivo da operação era desbaratar uma organização criminosa composta por empresários do ramo de fabricação de embalagens plásticas, que atuava fraudando licitações e superfaturando preços não só no interior e na capital de São Paulo, mas também em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná.

Eles são acusados de fraudar licitações, formação de quadrilha, formação de cartel e corrupção. Entre os presos estão um ex-prefeito e um advogado. As identidades deles não foram divulgadas pelo Ministério Público.

Nove promotores do Gaeco, com o apoio de cerca de 100 policiais civis e militares, cumpriram 7 mandados de prisão e 27 mandados de busca e apreensão nas cidades de Bauru, São Paulo, Jaú, Marília, Lucélia, Indaiatuba, Carapicuíba, Taboão da Serra e Oscar Bressane. Computadores e mídias foram apreendidos, além de uma motocicleta que estava com o chassi raspado.

Em Bauru o proprietário de uma empresa de sacos plásticos foi preso em casa, por volta das 6h. No local foram apreendidos computadores e documentos. Simultaneamente, outra equipe esteve na empresa dele, que fica na Vila Engler, onde foram apreendidos documentos relacionados a licitações e pagamentos de fornecedores. No início da tarde os empresários presos ainda prestavam depoimento aos promotores na sede do Gaeco em Bauru.

Duas pessoas foram presas em Jaú, uma em Marília outra em Lucélia.

Segundo o Gaeco, o grupo investigado mantinha dominância do mercado “comprando” a desistência de participantes da licitação, revezando-se nas “vitórias” e superfaturando os valores de produtos. Os empresários contavam ainda com a ajuda de funcionários dos órgãos envolvidos, com ou sem pagamento de propina. Com a ajuda de funcionários públicos, também elaboravam editais direcionados.

A estimativa do Ministério Público é que o grupo tenha recebido R$ 100 milhões nos últimos dois anos em propinas de prefeituras, do Estado, de hospitais e outras entidades públicas. Segundo o MP, entre as fraudes investigadas estão vendas superfaturadas de produtos hospitalares para o município de São Manuel, no interior de São Paulo, bem como a participação de funcionários da prefeitura de Bauru e da Emdurb (Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru) para beneficiar o grupo e auxiliar nas fraudes.

As investigações, que duraram cerca de dez meses, devem continuar com o objetivo de identificar outros envolvidos com o esquema fraudulento.

 

 

 

diariodemarilia
ACUSADOS - O mariliense Adilson Aparecido Lino e o empresário de Oscar Bressane, Luiz André Foresti

 

Deixe seu Comentário

Leia Também

SEQUESTRO
Pai é morto pela polícia ao ameaçar matar filha de três anos em milharal
ESTUPRO DE VULNERÁVEL
Mãe vai à igreja e filho de 21 anos estupra irmã de 8
SURTO DA MACHADINHA
Empresário acusado de ameaçar prefeito 'peita' policiais penais e leva três tiros
AMEAÇAS DE MORTE
Empresário agride segurança e tenta invadir casa do prefeito
SOB INVESTIGAÇÃO
Criança morre em Dourados após passar mal e polícia investiga caso
BRIGA DE CASAL
Antes de ser atropelado e morto a facadas, ‘Mil Graus’ teria tentado separar briga de casal em MS
ENCONTRADA
Adolescente sumida por três dias é achada em cidade vizinha, diz família de Nova Andradina
EXECUÇÃO
Ex-lutador de MMA é executado enquanto bebe com mulher na frente de casa em MS
FÁTIMA DO SUL - LUTO
Vítima de acidente não resiste e morre, Cida Lima era professora da REME de Fátima do Sul
CRUELDADE
Menino ficava de castigo por até nove horas ajoelhado em grãos de trigo