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EXPLORAÇÃO SEXUAL

Brasileiros são condenados por explorar prostitutas e vender drogas em Londres

Uma família tradicional muito rica e bem sucedida, indignada com a corrupção de seu país.

12 Nov 2019 - 16h06Por Extra

Uma família tradicional muito rica e bem sucedida, indignada com a corrupção de seu país. Assim o casal de paulistas Flávia Xavier-Sacchi, de 23 anos, e Renato Dmitrov Sacchi, de 43, além do irmão dele, Raul Sacchi, de 49, se mostrava nas redes sociais. A ostentação, porém, acabou há duas semanas. Os três brasileiros foram condenados e presos por exploração sexual de mulheres e venda de drogas em bordéis ilegais de Londres. As informações são da BBC.

No último dia 24, depois de negarem qualquer envolvimento em atividades ilegais, Renato e a esposa Flavia confessaram ter culpa e cada um foi condenado a mais de 8 anos de prisão. Já Raul Sacchi, que não admitiu participação no esquema, recebeu uma pena maior: 9 anos e dois meses de prisão.

Brasileiros ostentavam joias, relógios de ouro e dinheiro em redes sociais e grupos no WhatsApp Foto: Metropolitan Police

Segundo a polícia, os três "desfrutavam de estilos de vida luxuosos, gastando os lucros obtidos com a exploração de profissionais do sexo em férias de luxo, veículos e joias". Eles empregavam ao menos outros cinco brasileiros no esquema, descrito como "uma rede sofisticada de prostíbulos, pelos quais vendiam drogas e controlavam prostitutas", faturando mais de R$ 5 milhões por ano.

Antonio Teca Miranda, um brasileiro que mais tarde confessou participar das atividades de cafetinagem e venda de drogas, foi condenado a dois anos e seis meses de prisão. Outros quatro brasileiros — Maria Carvalho, Tony Simão, Henim Almeida e Anna Paula De Almeida Prudente — também foram presos em batidas policiais.

Polícia apreendeu dinheiro em espécie e chaves de carros de luxo na casa da família em LondresPolícia apreendeu dinheiro em espécie e chaves de carros de luxo na casa da família em Londres Foto: Reprodução

A investigação, que durou mais de um ano, começou a partir da denúncia de uma jovem brasileira, que procurou as autoridades em abril de 2017. Ela relatou que foi forçada a se prostituir nos bordéis da família por dois meses e que era ameaçada pelos Sacchi, que lhe diziam que, caso ela tentasse fugir ou deixar a prostituição, eles matariam sua família no Brasil.

Com a ajuda da polícia, ela conseguiu escapar. Agentes infiltrados começaram a visitar os bordéis e flagraram também funcionários vendendo drogas, especialmente cocaína. Embora a prostituição seja legal na Grã-Bretanha, a exploração desta atividade e a existência de prostíbulos é proibida.

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