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ASSOCIAÇÃO DE MULHERES DE LADÁRIO

Oficina de Design durante o Fasp busca agregar valor ao artesanato da Associação de Mulheres

Oficina de Design durante o Fasp busca agregar valor ao artesanato da Associação de Mulheres de Fibra de Ladário

19 Mai 2022 - 07h15Por Portal do MS

O Festival América do Sul Pantanal vai trazer este ano, para a Associação de Mulheres de Fibra de Ladário, a Oficina de Design com o objetivo de aumentar a competitividade do produto a ser inserido no mercado, produzido pelas mulheres da associação.

A oficina acontece de 21 a 28 de maio, na sede da própria Associação, em Ladário. As ministrantes, Mary Saldanha e Paula Bueno, explicam que serão desenvolvidos produtos com técnicas de design, utilizando o crochê, trama e trançado em Fibra de Aguapé.

Depois de uma década criando identidades visuais para artistas e empresários, as designers Mary Saldanha e Paula Bueno decidiram dar vida aos próprios projetos com design autoral. Olhando para as riquezas do entorno, elas as traduzem em desenhos, cores, texturas, conceitos através de impressão manual em produtos de decoração que nascem para deixar o dia-a-dia mais inspirador, esse é o conceito criado através da Polca, um estúdio idealizado por elas para dar vida as referências regionais e culturais com originalidade e criatividade.

A oficina visa contemplar a temática entre artesanato e design, no desenvolvimento das ações de valorização da arte popular, cultura e artesanato para a associação que trabalha a fibra de aguapé na criação dos produtos, levando à preservação das culturas locais e à formação de uma mentalidade empreendedora, por meio da preparação para o mercado competitivo. A oficina possibilitará a criação de produtos, mesclando a teoria com a prática abordando os princípios do design, composição, teoria das cores e cultura regional.

A proposta de desenvolvimento de produtos para o núcleo de artesãs da Associação de Mulheres em Fibra de Aguapé busca aliar a estratégia do design a saberes de domínio do grupo e a cultura sul mato-grossense. Dessa forma é possível desenvolver um produto diferenciado, criativo, com história, de caráter competitivo e sustentável e, principalmente, comprometido com a realidade local.

O artesanato permite não apenas a geração de renda no contexto de desenvolvimento da economia criativa no Municipío e no Estado, mas a promoção de autonomia ­financeira das participantes do núcleo produtivo e a preservação das técnicas tradicionais. “Construímos um repertório didático para estimular grupos de criadores a traduzir suas histórias e visões de mundo em produtos através de técnicas que já dominam. É uma consultoria em design de produto que conduz o processo de criação e resulta em coleções que expressam elementos identitários destes grupos, com produtos que tenham potência para o mercado que pretendem se inserir”, explicam as ministrantes da oficina, Mary Saldanha e Paula Bueno.

Mary acrescenta que a proposta para a oficina de design é uma construção coletiva com o grupo. “A gente entende que este é um passo a mais para o amadurecimento do grupo, é um reforço para o que elas já fazem. Mas como isso pode ser ampliado, potencializado, como isso pode chegar de uma outra forma no mercado pretendido. Então a gente trabalha com essa questão da identidade, mesmo, delas, como a gente pode diferenciar o trabalho delas de outros núcleos produtivos.”

Paula explica que elas vão trazer a metodologia do design para a oficina, “que é a ideia de fazer uma coleção, como conceituar o produto, sempre partir desse olhar bem sensível sobre o próprio olhar delas sobre o mundo, sobre o lugar em que elas vivem, sobre como elas enxergam as coisas. A ideia é a gente dar ferramentas do processo criativo para elas e olhar com atenção ao mercado que elas pretendem”.

“A ideia é construir laços, trabalhando com elas de uma forma afetiva, de uma forma de aproximar mesmo, desmistificar essa coisa do design, do produto, a gente reforçar essa tendência mundial por busca de produtos de fibras naturais, o que humaniza mais, da natureza, da gente. Elas têm um material bem bacana, que é o aguapé, então, como que a gente pode ampliar o leque de produtos”, diz Mary.

“Vai ser uma semana bem intensa, a gente vai precisar bastante da dedicação delas, assim como a gente vai se dedicar bastante também, e a gente espera que elas estejam animadas, como a gente está, para ir, e a gente espera que esse encontro, essa semana nesse Festival gere frutos concretos para elas poderem dar um novo passo nesse amadurecimento do trabalho delas”, finalizam as designers.

A Oficina é somente para mulheres da Associação de Mulheres em Fibra de Aguapé. Será realizada de 21 a 28 de maio de 2022, durante o Fasp, na sede da própria Associação, em Ladário. Estão sendo oferecidas 15 vagas. Inscrições e Informações pelo contato: 67 9932-6819 - cultura@ladario.ms.gov.br

Fotos: Divulgação

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