Tem uma palavrinha da internet que quase ninguém percebe ou conhece, mas que é vital para decidir se a tecnologia funciona ou não: a latência. Explicando de forma simples, ela é o tempo que a informação leva para sair do seu aparelho, chegar ao destino e voltar. Quanto menor esse tempo, mais "instantânea" fica a resposta e mais coisas passam a funcionar em tempo real.
A baixa latência é vital pra o agro ser pop (e digital)
A agricultura é ultradependente da tecnologia e, com os novos recursos digitais, a latência passou a fazer diferença direta na lavoura. Hoje, sensores enterrados no solo, drones de pulverização e máquinas que se guiam sozinhas dependem de uma resposta imediata.
É por isso que é vital que uma conexão de alta qualidade esteja disponível no campo. O problema é que isso ainda é raro.
Segundo levantamento da ConectarAGRO com a UFV, apenas 33,1% das áreas de soja do Brasil têm cobertura 4G ou 5G, e em Mato Grosso do Sul esse número é de apenas 19,8%.
No entanto, o avanço é rápido: a cobertura de 4G ou 5G no campo passou de 18,7% para 33,9% entre 2024 e 2025, e trechos de rodovias como a BR-158, em MS, ajudaram a conectar milhares de pequenas propriedades antes isoladas.
A latência impacta mais do que só o campo
No entanto, a latência não é assunto só de quem planta e colhe. Ela aparece no dia a dia de qualquer pessoa, quase sempre sem a gente notar.
Pense numa transmissão esportiva ao vivo: basta um atraso de poucos segundos para o vizinho comemorar o gol antes de você. Esse foi um ponto de certa polêmica durante a Copa 2026, com os jogos transmitidos pelo YouTube tendo delay em relação aos da TV.
A mesma lógica vale para quem joga online. Um exemplo é o jogo de cassino Aviator, criado pela Spribe. Nele, o jogador faz uma aposta e deve retirá-la antes que o avião “decole”. O detalhe é que todos os participantes veem a mesma animação, exatamente no mesmo instante. Para que essa imagem apareça igual e sincronizada para todo mundo ao mesmo tempo, a latência precisa ser mínima.
E até numa simples chamada de vídeo com a família é ela que evita aquela fala "atropelada", quando duas pessoas falam juntas porque o som chegou atrasado.
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Fonte: Pexels
Como melhorar a latência?
Infelizmente, não é algo que o consumidor resolva sozinho. No geral, a latência depende de fatores fora do nosso controle: a distância até o servidor, o tipo de conexão e a qualidade da infraestrutura da região. Uma informação que precisa cruzar o país até um servidor distante sempre vai demorar mais do que uma que fica por perto.
Ainda assim, alguns cuidados ajudam: preferir o cabo de rede ao Wi-Fi, ficar perto do roteador e fechar os programas que consomem internet em segundo plano. Mas a maior parte do trabalho não está na casa do usuário, e sim na infraestrutura: mais antenas, mais fibra e servidores mais próximos de quem usa.
É por isso que é importante que a cobertura 5G aumente em todo o país, especialmente aqui no Mato Grosso do Sul, trazendo com ela uma latência menor e mais eficiência na tecnologia digital.
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