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COVID-19 NO MS VOLTOU A SUBIR

Casos de covid voltam a subir, mas procura por doses de reforço da vacina cai 63% em MS

Com a queda das mortes e casos graves do novo coronavírus, a população passou a negligenciar as doses seguintes e não chega nem perto da meta vacinável, que é de 90%.

24 Mai 2022 - 09h47Por Midiamax

Campo Grande não é diferente da maioria das cidades brasileiras, quando se fala nas doses de reforço contra a Covid-19 e em outras campanhas de imunização. Com a queda das mortes e casos graves do novo coronavírus, a população passou a negligenciar as doses seguintes e não chega nem perto da meta vacinável, que é de 90%. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, a procura caiu 63% desde o início do ano.

Para se ter uma ideia, em janeiro deste ano, 330.111 sul-mato-grossenses tomaram doses contra a covid, de acordo com a SES (Secretaria de Estado de Saúde). Três meses depois, a contabilização do mês de abril, incluindo as doses de reforço, caiu para 120.496. O número é 63,4% menor. E foi justamente neste período que o Estado vivenciou um surto, saltando de 100 para 821 confirmações da doença em um só dia. Meses depois, com a redução dos casos, a população afrouxou e deixou de verificar datas e buscar informações sobre as doses de reforço.

“Estamos vendo no Brasil, como um todo, que a dose de reforço para a covid, seja a primeira ou segunda dose, com grupo etário já disponível, está sendo negligenciada e subestimada. Da mesma forma, a vacina contra a gripe. É necessário o apelo das autoridades em saúde, para que as pessoas busquem imediatamente a segunda, terceira e doses de reforço”, afirmou ao Jornal Midiamax o coordenador de vigilância em Saúde e laboratório da Fiocruz, Rivaldo Venâncio.

De acordo com Venâncio, quando existe o risco de baixa cobertura, com uma campanha muito aquém do esperado, existe também o risco de “nova onda” da doença. “É algo que ninguém deseja, mas, que pode acontecer. As pessoas veem menos mortes, menos internações e casos de menor gravidade, cenário bem diferente de antigamente e aí surge uma preocupação das autoridades sobre a volta da doença”, argumentou.

Além da covid, o coordenador fala que as vacinas, de um modo geral, estão com baixa cobertura. “Temos como exemplo a poliomielite, que teve casos em Israel recentemente. É até por isso que organizações mundiais de saúde emitiram o alerta, de uma doença já erradicada, voltar novamente. As famílias precisam ficar atentas quanto a isto”, explicou.

‘Quem não vacina, reduz a resistência contra a doença’

Recentemente, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) publicou boletim do Observatório Covid-19, em que destaca o temor com a estagnação das vacinas. Atento ao problema, o titular da SES, Flávio Britto, também fala que a população apta a se vacinar deve continuar procurando as doses de reforço. “Quem deixa de completar o esquema vacinal corre o risco de reduzir a resistência contra a doença. Por isso, a importância de se vacinar. Aqui em Mato Grosso do Sul não estagnou e sim desacelerou a busca pela vacina”, argumentou.

De acordo com Britto, é importante ressaltar, antes de tudo, que não há controle sobre a população. “A queda do número de casos positivos e óbitos faz com que a preocupação não seja a mesma, ao ponto do que foi no ápice da pandemia, em nosso Estado. Há um relaxamento quanto às medidas de biossegurança, porém o vírus continua presente”, ponderou.

Maior vulnerabilidade é das crianças em MS, aponta Saúde

No momento, com a análise das estatísticas diárias da vacinação em MS, a SES ressalta que a maior vulnerabilidade é das crianças, provocada, principalmente, pela baixa adesão deste grupo à vacinação. “O principal grupo de baixa cobertura são as crianças, de 5 a 11 anos, com vacinação iniciada em 15 de janeiro. Logo depois, os idosos acima de 60 anos, que precisam tomar a primeira dose de reforço. O percentual é de 64,81%”, disse.

Quais as consequências de um índice abaixo de 90%?

Em Mato Grosso do Sul, a população vacinável de dose única é de 94,78% — a chamada dose única e D1 — atingindo a meta de 90% preconizada pelo Ministério da Saúde. Já a D2, está com 83,28%, caminhando para alcançar o mesmo ponto do público vacinável de 90%.

“Tivemos êxito durante o processo de vacinação e, por isso, estamos neste patamar com a redução da doença no Estado. Vale considerar que esta estimativa da população geral, não pode ser considerada porque estão inseridas as crianças menores de cinco anos nesta população, estimada de 2.839.188”, analisou.

Outono traz aumento de doenças respiratórias

Outono, oscilações de temperatura e baixa umidade relativa do ar. O cenário é propício e aí ocorre aumento das viroses e outras doenças respiratórias. Em Campo Grande, por exemplo, houve o aumento de 250%, conforme a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde).

“Estamos no período de elevação de síndrome respiratória aguda grave, com participação da covid, na composição destes casos. É uma observação que houve no Observatório Covid-19, da Fiocruz, algo esperado e que nos coloca em um desafio para o qual já estávamos preparados e já temos a solução, que é continuar incentivando a vacinação, incluindo a dose de reforço para quem não a tomou. Outro cuidado é buscar uma unidade de saúde, caso a pessoa venha manifestar algum sintoma. Isso é necessário tanto para o diagnóstico como a vigilância da covid e influenza que precisamos ter”, finalizou.

 

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