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BIOPARQUE PANTANAL

Bioparque Pantanal tem reprodução inédita no mundo de espécie descoberta em MS

O Tetra de cauda vermelha veio do rio Correntes e será objeto de estudo de especialistas

9 Mai 2022 - 07h43Por Portal do MS

Espécie nova para a ciência, descoberta pouco mais de dois anos em uma fluente do Rio Correntes, entre os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o Tetra de cauda vermelha, de nome científico astyanax sp, foi reproduzido de forma inédita no mundo no Bioparque Pantanal.

O maior complexo de água doce do mundo fica localizado na Capital do Mato Grosso do Sul, Campo Grande. No local vivem 220 espécies de animais pantaneiros e de outras regiões do Planeta.

Heriberto conta que essa espécie de lambari tem um potencial ornamental muito grande

Segundo o biólogo e curador do Bioparque, Heriberto Gimênes Junior essa espécie de lambari tem um potencial ornamental muito grande e foi a primeira a ser reproduzida dentro do complexo, no tanque Veredas, o primeiro tanque a ser habitado por peixes desde a inauguração do espaço, em março deste ano.

Conforme explica Heriberto um dos fatores que levou a reprodução foi o estresse provocado pelo transporte até o local. “Quando as matrizes estão prontas para reprodução, principalmente esse gênero de lambari, algum estresse pode provocar a reprodução, então provavelmente essa transferência provocou esse estresse neles e quando chegaram aqui desovaram”, explicou o curador que ainda citou outros fatores que também podem ter contribuído para o nascimento de filhotes, como a mudança de temperatura e parâmetros da água.

Para o biólogo, a principal função de um aquário é a preservação

Por ser uma espécie nova, pouco se sabe sobre ela que será objeto de estudo por especialistas. De acordo com o curador do complexo aproximadamente 150 filhotes nasceram nessa remessa. “Macho e fêmea liberaram os gametas e os ovos aderem em folhas ou paredes do tanque, dependendo da temperatura, demoram de um a dois dias para eclodir”.
 
Entre as principais características da espécie estão o tamanho, que pode variar entre 5 a 13 centímetros e a cor do corpo que pode variar do prateado ao verde oliváceo. Já as nadadeiras podem ser da cor laranja ou vermelha.

Importância da espécie para a ciência

Apesar de já existir há milhares de anos, sua descoberta tem um valor grande para a ciência. Para Heriberto a reprodução do Tetra de cauda vermelha em um aquário contribui para sua preservação.
“Ela veio de um lugar restrito, um rio que sofre muito impacto com relação a cana, a soja e o gado. A tendência é que esse rio sofra muito com o desmatamento e provavelmente quando o rio é prejudicado, as espécies que ali estão, também são prejudicadas, pois perdem a proteção e a mata ciliar”, explicou.

Um problema também enfrentado pela degradação do ambiente é a falta de alimento e qualidade da água que prejudicam os diferentes animais do ambiente.

O biólogo destacou que a principal função de um aquário é a preservação, sendo assim a reprodução acontecer dentro dele é um ganho importante para a ciência. “Será possível entender como eles reproduzem, quantos filhotes nascem, qual o ciclo, quanto tempo demora para eclodir o ovo, quanto tempo demora para o filhote chegar na fase adulta. Isso pode vir a se tornar uma política de conservação para preservação da espécie”, concluiu.

Tetra de cauda vermelha, de nome científico astyanax sp, foi reproduzido de forma inédita no mundo no Bioparque Pantanal

Outras reproduções
Filhotes de outras sete espécies nasceram no Bioparque Pantanal e ajudam a fortalecer o povoamento do espaço que recebe visitas diárias. É o caso do Ciclídio africano, no tanque que representa o continente africano; Raibowfih, tanque Lagoa australiana; Joaninha, tanque Terras alagadas; Lambari, tanque Baía (parte externa); Ciclídio anão, tanque Planície de inundação seca; Severo, tanque América – Amazônia submersa e Acará bandido, no tanque América (Amazônia submersa).

Rosana Lemes, Subcom
Fotos: Bruno Rezende

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