Assessoria | 13 de janeiro de 2010 - 07:15

Enfermeiros de Dourados podem entrar em greve hoje

Mais de 400 enfermeiros do Hospital Universitário de Dourados podem cruzar os braços a partir de hoje. O motivo é a falta de pagamento do mês de dezembro aos servidores.
De acordo com a diretora de ética e fiscalização do Sindicato dos Trabalhadores da área de Enfermagem, Maria Francisca Oliveira, não há previsão de pagamento. O grupo se reúne a partir das 18h de hoje, no sindicato, para formalizar a greve.
Francisca conta que procurou a Prefeitura e o Ministério da Saúde. "Não houve avanço. Em Brasília não há previsão de pagamento. Em Dourados o secretário de Saúde Mario Eduardo Rocha, disse que o prefeito decide se repassa o valor mensal de pagamento ainda esta semana".
Sem salários, os servidores enfrentam dificuldades. Segundo Francisca, muitos estão sem o vale transporte, e sem recursos para as compras, pagamento de contas, escola, materiais escolares dos filhos e impostos. "A categoria vive um momento muito difícil. Sem pagamento não dá para trabalhar", disse.
IMPASSE
Servidores gerais do HU estão desde novembro sem receber. Na última segunda-feira O site Douradosagora e O PROGRESSO procuraram o secretário Mário Eduardo Rocha para falar sobre o assunto. Ele disse que a prefeitura não tem a obrigação de pagar os R$ 380 mil por mês porque o hospital não cumpriu metas de atendimento. O secretário pediu ainda explicações acerca de uma verba de mais de R$ 10 milhões, que teriam sido encaminhadas para o hospital, no ano passado.
OUTRO LADO
Em resposta as informações do secretário, a direção do HU encaminhou nota à imprensa informando que o repasse dos R$ 380 mil mensais está determinado em cláusula do Convênio n¢ª 135/2009, firmado entre Prefeitura Municipal de Dourados e HU/UFGD e que a prefeitura não pode cortar ao seu livre dispor. "Esses recursos estão pactuados através de um plano operativo no Convênio onde devemos cumprir metas, que deveriam ser acompanhadas por uma comissão instituída pela própria Secretaria Municipal de Saúde, que até a presente data não foi instituída. E somente a partir da avaliação dessa comissão é que poderia ser reduzido o recurso, e caso não houvesse a justificativa do cumprimento das metas", explicou o diretor do HU, Wedson Desidério.
Ele disse ainda que a direção do HU/UFGD também quer saber do Secretário de Saúde onde estão esses recursos de R$ 10 milhões que ele disse terem chegados ao hospital por intermédio do Ministério da Educação.
"São recursos que estão previstos para este ano - ao HU/UFGD - para a aquisição de equipamentos e a construção do Instituto da Mulher e da Criança, que atenderá mulheres e crianças dentro da proposta de incorporação dos serviços de Ginecologia e Obstetrícia, conforme determinação do Ministério Público Federal e Estadual, mas que ainda não vieram", informou o diretor.