Mídia Max | 23 de outubro de 2009 - 15:03

Diante de 44 prefeitos, Moka diz que quer ser senador das cidades

No ato público que lançou sua candidatura às prévias que escolherá o candidato ao Senado do PMDB, o deputado federal Waldemir Moka demonstrou não acreditar mais em entendimento com o senador Valter Pereira, que também disputa a indicação, para evitar a eleição interna. Porém, deixou claro que fará uma disputa respeitosa com o senador. “Se enganam as pessoas que pensam que vão me colocar contra um amigo como o Valter Pereira”, mencionou.

O evento organizado por deputados estaduais do PMDB teve a presença de 44 prefeitos de Mato Grosso do Sul, de partidos como PSDB, DEM e PR. Fato que, para Moka, demonstra que ele está credenciado para concorrer ao Senado com chances de vitória.

Discursando para prefeitos, deputados, lideranças do interior do Estado e familiares, Moka chegou a se emocionar na tribuna da Casa. Por pouco não chorou ao falar da mãe, dona Leonora quando relembrou o sacrifício dela para criar os filhos.

Ainda na tribuna, o deputado esclareceu que não foi ele quem quis as prévias. “Foi a fórmula encontrada para que o partido pudesse se manter unido. Eu aceitei as prévias em respeito ao senador Valter Pereira. De fato eu achei que esta era a decisão mais democrática porque levaria em conta a vontade de todos os filiados. Aquele que sair indicado sai forte”, disse o parlamentar.

Pouco depois, em entrevista coletiva, reforçou que duvida que seja agora encontrada outra solução para a escolha do candidato que não as prévias. Algumas lideranças do PMDB como a prefeita de Três Lagoas, Simone Tebet, sugeriu que uma pesquisa de intenção de votos em 2010, fosse decisiva e eliminasse as prévias.

Além da presença dos prefeitos e da manifestação de apoio de lideranças políticas de outros partidos, como a senadora Marisa Serrano e o deputado estadual Reinaldo Azambuja, ambos do PSDB, Moka disse se sentir credenciado a concorrer ao posto devido a sua história política.

Ele argumentou que em todas as eleições que disputou sempre aumentou seu número de votos. Na última quando se reelegeu deputado federal pela terceira vez, em 2006, conquistou 101 mil votos. “Em todas as eleições sempre aumentei minha votação. Além do mais hoje temos aqui 44 prefeitos. Isso me credencia”, avaliou.

Entre os prefeitos que compareceram esteve o da Capital, Nelson Trad Filho (PMDB) que levou um abraço a Moka, mas manteve posição cautelosa e não formalizou o apoio. “Mas eu acredito que vencendo a convenção terei o apoio do Nelsinho e ainda do governador André Puccinelli”, disse Moka.

O deputado convocou os prefeitos, mesmo os de outros partidos, para defender sua candidatura ao Senado. “Gostaria do testemunho de vocês. Podem dizer nos municípios que se eu vencer as eleições, a cidade estará representada no Senado”, assegurou.

Um dos prefeitos que promete seguir a orientação de Moka é Junei Marques (PSDB) que administra Antônio João. “Moka tem muita identidade com os pequenos municípios, principalmente com os da região Sudoeste como é o nosso caso”, observou.

Dobradinha

Questionado pela imprensa sobre a sugestão de Marisa Serrano que defende o lançamento de Moka e do vice-governador Murilo Zauith (DEM) no ano que vem, o deputado se mostrou simpático à dobradinha. “Eu acho que é bom. Seria importante ter na chapa um representante de Dourados”, avalia.

 

Na oportunidade, Moka emendou dizendo que sua candidatura ao Senado teria o apoio do PR e do PP cujo presidente regional Antônio Cruz já teria se posicionado favorável a ele.

Ao evento de hoje, realizado no plenário da Assembleia Legislativa, compareceram o presidente regional do PMDB, Esacheu Nascimento, a presidente do PMDB da Capital Carla Stephanini, os deputados estaduais Júnior Mochi, Akira Otsubo, Youssif Domingos, Marquinhos Trad, Celina Jallad, Carlos Marum (que também é secretário de Habitação), todos do PMDB, além de vereadores, entre outras lideranças da Capital e do interior.