29 de dezembro de 2004 - 10:38

Sindicato reivindica ajuda a produtores prejudicados

O Sindicato Rural de Dourados encaminhou ao deputado federal João Grandão (membro da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados) e ao vice-presidente do Banco do Brasil, Ricardo Conceição pedido para a adoção de medidas de apoio aos agricultores da região, depois do temporal, acompanhado de chuva de granizo, que destruiu milhares de hectares de lavouras de soja em vários municípios na semana passada.
Segundo o documento – assinado pelo presidente do sindicato, Gino Ferreira; o secretário, José Tarso Moro da Rosa e pelo presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos da Grande Dourados (Aeagran) Angelo Ximenes, "os agricultores que vem de frustração na safra de verão 2003/2004, da safra de inverno, associada a preços baixos, praticados pelas culturas de soja, milho, trigo – além da ameaça da ferrugem asiática- enfrentam agora este outro problema, com prejuízos consideráveis".
Ainda no pedido, os dirigentes das duas entidades esclareceram que "no município de Dourados não havia disponibilidade de recursos para a contratação de seguros para a atual safra de verão, fator que impossibilitou o seu acesso por parte da grande parte dos agricultores, sendo que a maior parte das lavouras foi implantada com recursos oficiais (Banco do Brasil).
"Temos certeza que, cientes das dificuldades enfrentadas pelo produtor rural e da importância do agronegócio na conjuntura nacional, esse deputado não se furtará a agir num momento crítico como este", frisou o documento à João Grandão.
Gino Ferreira lembrou que o governo federal ajudou a agricultura familiar pagando a Bolsa Estiagem de R$ 300 para os afetados com a seca no começo deste ano, "por isso esperamos a mesma ajuda aos nossos agricultores – a maioria de pequeno e médio porte, que perderam as lavouras com a chuva de pedra".
Citou ainda que os produtores de soja enfrentaram a falta de recursos para plantar a safra de verão deste ano. "O governo prometeu muito, mas agiu devagar na liberação do custeio agrícola que mais uma vez atraso, por culpa não do Banco do Brasil, mas no governo central", afirmou Gino Ferreira.

 

 

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