G1 | 28 de mar�o de 2011 - 17:10

Jovem é presa após matar pai do namorado a facadas em Goiás

Uma jovem de 18 anos foi presa em flagrante após matar o pai do namorado, em Goiânia. O crime aconteceu no dia 21 de março, e a garota continua presa na Casa de Prisão Provisória em Aparecida de Goiânia (GO). A vítima tinha 52 anos.

A delegada Renata Chein explicou ao G1 que jovem foi até a casa do namorado, que havia saído. Ela teria sido agarrada pelo pai do rapaz, que teria tentado forçá-la a manter relações sexuais.

Nós solicitamos à perícia para confrontar o depoimento dela com o laudo, para verificarmos se o que ela disse realmente aconteceu"
delegada Renata Chein

“Em depoimento, ela conta que se arrumou para ir à faculdade e foi até a casa do namorado, que iria acompanhá-la. O rapaz não estava, então ela ficou aguardando. O sogro pediu que a jovem fosse até o quarto e, quando ela entrou, o homem trancou a porta e colocou a chave na cueca”, afirma a delegada.

“De posse de uma faca, ele a jogou na cama e os dois lutaram, até que em dado momento a faca caiu no chão. No depoimento, ela diz que deu uma facada nele e, mesmo assim, ele tentou impedi-la de abrir a porta. Ela deu outras facadas na vítima, que morreu no local”, afirma Renata.

A delegada disse que a jovem não chegou a ser estuprada, mas apresenta ferimentos pelo corpo que indicam que houve luta.

O namorado da jovem chegou à casa quando os dois estavam lutando no quarto. Ele ouviu parte da briga, segundo a polícia. Quando a jovem abriu a porta, ela e o namorado chamaram a polícia.

“Nós solicitamos à perícia para confrontar o depoimento dela com o laudo, para verificarmos se o que ela disse realmente aconteceu. Estamos aguardando o laudo chegar. Houve um homicídio e ela alega legítima defesa, mas isso será analisado”, diz a delegada.

Segundo a polícia, não há data prevista para a conclusão do laudo da perícia.

Pedido de liberdade
O juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ª vara criminal de Goiânia, explicou ao G1 que a jovem permanece detida porque foi presa em flagrante. O advogado da família da vítima já entrou com um pedido de liberdade provisória, mas não houve decisão até o momento. O pedido será julgado por Alcântara.

“Pela palavra dela, consistiria em um ato de legítima defesa, até porque ela quase teria sido estuprada. Mas, na realidade, ela estava sozinha com a vítima dentro do quarto. Todas as testemunhas não são presenciais”, afirma Alcântara.

Como o inquérito ainda não foi concluído, o juiz vai aguardar o término do procedimento para julgar o pedido de liberdade. “O delegado tem um prazo de dez dias, até o início de abril. Enquanto os fatos não são apurados, nós temos de aguardar para tomar essa decisão. Eu quero realmente esperar e não vou decidir antes da chegada do inquérito, até porque existe uma dúvida sobre se o namorado ajudou ou não. A história pude mudar também”, diz o juiz.

A delegada informou que, por enquanto, o namorado não é suspeito de participar da morte do pai e não está sendo investigado.