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Em fase final, obras viárias vão proteger e evitar processos erosivos no Parque Matas do Segredo

Em fase final, obras viárias vão proteger e evitar processos erosivos no Parque Matas do Segredo

6 Mai 2020 - 18h15Por João Prestes / Semagro

As obras do Complexo Viário José Tavares representam mais que a urbanização e melhoramentos de uma importante e populosa região de Campo Grande: a grande Nova Lima. Por acontecerem na chamada zona de amortecimento, terão a função de proteger contra depredações e evitar processos erosivos no interior do Parque Estadual Matas do Segredo. A obra que envolve recursos de R$ 18,1 milhões, está sendo executada pela Prefeitura de Campo Grande em parceria com o Governo do Estado e a previsão é de que seja entregue ainda nesse ano.

O Parque Estadual Matas do Segredo foi criado em 2000 e se estende por 177 hectares de vegetação típica do Cerrado, localizado na região Norte de Campo Grande, tendo como principal função proteger as nascentes do Córrego Segredo. Vivem ali centenas de espécies de aves, mamíferos, répteis e insetos. Já foram vistos, por exemplo, tamanduá, anta, tatu, mutum, macaco, veado, entre outros.

O Complexo José Tavares compreende a implantação de 5,9 quilômetros de drenagem e a construção de uma grande bacia de contenção para reter toda água pluvial que até então era canalizada para dentro do Parque. E o volume e velocidade dessa água vão aumentar porque as obras preveem a pavimentação de 14,9 quilômetros de ruas e recapeamento de outros 3,6 quilômetros, ampliando a impermeabilização das áreas próximas.

Prevenção

“Havia um risco de se iniciar um processo erosivo na região parecido com o que existe no Parque do Prosa e acabou causando o assoreamento do lago principal do Parque das Nações Indígenas. A água das chuvas de toda parte alta é canalizada para o parque. Com a drenagem e a construção dessa bacia de contenção, esse risco de erosão desaparece”, diz o gerente de Unidades de Conservação do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), Leonardo Tostes Palma. O Imasul é o órgão ambiental do Estado, responsável pela gestão das Unidades de Conservação, e está vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro).

Outra contribuição importante do complexo, na visão de Palma, é que no trecho em que o parque faz divisa com os residenciais Oscar Salazar e Silvestres, a rua foi afastada e se criou uma extensa área de lazer entre a unidade de conservação e o núcleo urbano. “Isso evita o atropelamento de animais que eventualmente saem do parque à noite e também abre um espaço para recreação para as crianças brincar, sem interferir no parque”, pondera.

A urbanização traz outras vantagens do ponto de vista ambiental. Muitas pessoas tinham o péssimo hábito de jogar lixo dentro do parque, protegidas pela pouca visibilidade devido à vegetação alta da faixa que separa o núcleo urbano da unidade de conservação. Em tempo de estiagem prolongada havia o risco frequente de incêndios. Isso tudo será resolvido com a construção da área de lazer naquele espaço, afirma o gerente do Imasul.

“A ideia é conciliar o desenvolvimento urbano e social com a proteção à natureza, aos recursos hídricos existentes. Obra idêntica está sendo implantada no entorno do Parque Estadual do Prosa para resolver os problemas de erosão e assoreamento no lago do Parque das Nações Indígenas. Com isso o Governo e a Prefeitura se antecipam ao problema”, explica o secretário da Semagro, Jaime Verruck.

O projeto foi submetido à gestão do parque antes de iniciar a execução, para saber se estava em conformidade com os cuidados necessários em se tratando de uma unidade de conservação. Além do Residencial José Tavares do Couto, que dá nome ao complexo, receberão infraestrutura os conjuntos habitacionais Oscar Salazar, Silvestre I, II e III, Tarsila do Amaral, Vida Nova 2, José Prates, Coriolando da Silva Correa (I e II) e Parque Iguatemi, Tarsila do Amaral, Vida Nova II, José Prates, Coriolando da Silva Correa I e II e Parque Iguatemi.

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