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TelexFree mira mercado global com Botafogo, mas tem barreiras pelo mundo

17 Jan 2014 - 15h15Por TERRA

Assinado em Miami, nos Estados Unidos, e anunciado por meio de vídeo há uma semana, o contrato de patrocínio da TelexFree com o Botafogo tem dado o que falar. E não é pouca coisa.

Acusado de promover pirâmides financeiras, o braço brasileiro da empresa (Ympactus) que atua em 60 países foi proibido de operar no País pelo Ministério Público do Acre. Todavia, isso não impediu a celebração de contrato de um ano com valores acima da realidade de mercado (especula-se R$ 11 milhões). Com a equipe botafoguense na Copa Libertadores da América, a TelexFree justifica o acordo com uma ambição global.

"Nosso interesse é a expansão pelo mundo. A TelexFree mira o mercado dos EUA, toda a América, o resto do mundo. A relação com o Botafogo já repercutiu na Itália e na Ucrânia em termos de mídia", explica André Andrade, representante da TelexFree no Brasil, em entrevista exclusiva ao Terra.

O noticiário internacional, por outro lado, mostra que a TelexFree atravessa restrições e contestações em alguns países do próprio continente americano, provável alvo para se atingir com a Copa Libertadores. Proibida de operar no Peru, investigada na Colômbia e contestada na República Dominicana (ver intertítulo), por exemplo, a empresa atualmente tenta ajustar o modelo de negócio no Brasil para driblar as proibições judiciais. 

Veja comunicado da parceria entre Botafogo e TelexFreeClique no link para iniciar o vídeo Veja comunicado da parceria entre Botafogo e TelexFree

No Brasil, TelexFree comprou nova empresa e foi multada por clandestinidade

Presidente do Botafogo justifica acerto
Divulgação

"Todos sabem do nosso desejo de internacionalizar a base e a marca. Há negociações para emprestarmos jogadores e disputarmos um torneio nos Estados Unidos na época da Copa do Mundo. Ficaram interessados. Esse acerto com a TelexFree é estratégico, porque a marca está há algum tempo naquele mercado. Estudamos a possibilidade de ter um time local jogando com a camisa do Botafogo. É um ano de experimentação do mercado para o Botafogo efetivamente estar lá em 2015", disse Maurício Assumpção.

No último ano, impedida de atuar com a Ympactus, a TelexFree adquiriu a empresa capixaba VoxBras. Autorizada a operar pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), a companhia recentemente incorporada tem os mesmos proprietários (James Merril e Carlos Wanzeler) do grupo mundial e que também foi vetado no Acre. O modelo de negócio é exatamente igual ao grupo que foi proibido, confirma André Andrade. 

"É o mesmo em todo o mundo. Foi baseado na legislação americana, a mais severa do mundo. A VoxBras é uma empresa de telefonia que cumpre os requisitos legais. Qualquer questionamento cai por terra", diz o representante.

A VoxBras, entretanto, foi recentemente multada pela Anatel por serviço clandestino. O grupo TelexFree não recorreu e pagou a taxa de aproximadamente R$ 4 mil. Atualmente, o Ministério Público investiga as operações da companhia em sete diferentes estados brasileiros.

TelexFree foi proibida de operar no Peru e é alvo de investigações em países latinos

No Peru, a TelexFree e a similar World Capital Market (fechada em Hong Kong) tiveram as atividades vetadas em dezembro do último ano. O negócio que seduzia milhões de peruanos foi proibido pela Superintendência de Banca, Seguros e AFC. As autoridades peruanas ainda informaram que eventuais atividades das duas companhias deveriam ser denunciadas à Polícia Nacional e ao Ministério Público. 

Foi uma surpresa negativa. Eu não posso estar no mesmo veículo que uma empresa que, praticamente, é alienada do mercado. Esperamos que nossa marca Guaraviton (...) fique bem distinta de qualquer empresa que esteja sob investigação por praticar atividades suspeitas

Neville Proa diretor comercial da Viton 44, também patrocinadora do Botafogo, à Revista Veja

A Colômbia também é outro país onde as atividades são contestadas. Meios de imprensa chamaram a atenção para os métodos da TelexFree e recordaram casos antigos de companhias que funcionavam no esquema pirâmide e foram fechadas pela justiça por danos à economia - D.M.G. Grupo Holding e Proyecciones D.R.F.E.

Fora da zona de disputa da Libertadores, mas ainda no continente, a República Dominicana é outro país onde as atividades do grupo são questionadas. A TelexFree se lançou entre os dominicanos em agosto e recebeu uma enxurrada de críticas. A atuação do grupo é investigada pela Divisão de Delitos Tecnológicos da Procuradoria Geral da República Dominicana. "Nem o tráfico de drogas paga tanto quanto o prometido pela TelexFree", acusou um economista. 

No Acre, 10% da população foi captada para rede de colaboradores da TelexFree

Associação à TelexFree em 4 passos
1) Convidado, você paga uma taxa e se associa à companhia
2) Diariamente, você deve publicar anúncios em sites de propaganda para receber cotas
3) Quanto mais pessoas se associarem a partir de sua indicação, mais você recebe
4) Para fazer parte, não é preciso comprar o pacote de telefonia Voip

De acordo com informações do Ministério Público do Acre, cerca de 70 mil pessoas foram captadas pela TelexFree até que as atividades fossem interrompidas em junho do ano passado. As contas dos proprietários da Ympactus (braço brasileiro), porém, foram bloqueadas. Os valores retidos são de aproximadamente R$ 600 milhões.

O MP do Acre precisou enfrentar até o lobby do governador Tião Viana (PT) para bloquear os trabalhos da TelexFree. Em meio à polêmica, Viana disse: "o que eu queria lhe dizer e que você [Carlos Costa, proprietário] pode ter assim: 'olha, eu tenho, do governador do Acre, um testemunho a favor dessa atividade. E pode me usar em qualquer tribunal", emendou.

Na Justiça, não houve acordo e a TelexFree segue sem operar com a Ympactus no Acre até os dias atuais. O MP propôs um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com um novo modelo de negócio, com venda direta de Voip e premiações para quem indicasse novos consumidores, mas não foi aceito. O promotor do caso, Rodrigo Curti, recebeu ameaças anônimas de morte. 

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