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crise no timão

Nervoso, Corinthians repete 2007 e perde a 4ª partida consecutiva

6 Fev 2014 - 07h15Por Gazeta Esportiva

A cada dia, o Corinthians fica mais perto de 2007 do que de 2012. Em queda desde a conquista do Mundial, a equipe repetiu na noite de quarta-feira mais uma das marcas obtidas no ano de seu histórico rebaixamento à segunda divisão brasileira. Depois de levar cinco gols em uma partida, algo que não ocorria desde aquela desastrosa temporada, o time alvinegro perdeu o quarto jogo consecutivo: 2 a 0 para o Bragantino no Pacaembu.

A sequência era também inédita há sete anos, uma época em que o clima tenso tinha semelhanças com o atual. A equipe, que teve o centro de treinamento invadido em um protesto bastante violento de mais de cem torcedores no último sábado, voltou a dar claros sinais de nervosismo.

Obrigado a trocar a defesa suspensa, Mano Menezes promoveu também a entrada de Cachito Ramírez e Zé Paulo. O peruano foi de longe o melhor do time, algo insuficiente para superar o terrível momento. Após um início razoável, o Corinthians acabou desmoronando.

Felipe tentou cortar um cruzamento e marcou contra, aos 25 minutos do primeiro tempo. Em protesto, as organizadas só começaram a cantar aos 38 e viram Tássio marcar o segundo no minuto seguinte. Houve alterações ofensivas na etapa final e uma expulsão do Bragantino que não mudaram o resultado do confronto.

Com mais um placar negativo, a formação do Parque São Jorge seguiu dividindo a lanterna de sua chave no Campeonato Paulista com o Ituano. São os mesmos seis pontos da equipe de Itu, mas em quatro partidas, uma mais do que o rival na luta contra a última colocação.

Fernando Dantas/Gazeta Press

Romarinho e Guerrero lamentaram mais um tropeço em um ano que começa a se assemelhar com 2007

Nervosismo
Com Cachito Ramírez e Zé Paulo no time, Mano Menezes mexeu no jeito de jogar de Corinthians. Ralf ficou preso em frente à zaga, liberando Guilherme para avançar e ficar centralizado, praticamente na linha dos meias, com Cachito geralmente à direita e Zé Paulo do outro lado.

 

Os pressionados donos da casa não começaram mal. Logo no primeiro minuto, Guilherme recebeu de Cachito, chutou de fora e obrigou Defendi a trabalhar. Pouco depois, em escanteio, Felipe foi bem de cabeça. Aos dez minutos, foi a vez de Romarinho bater de pé esquerda após bola longa e quase marcar.

A marcação do Bragantino acabou se encaixando, e bastaram duas bolas cruzadas para desmontar o nervoso adversário. A primeira, aos 24 minutos, Felipe conseguiu cortar. No minuto seguinte, ele também tocou na bola. Tirou-a de Walter e marcou contra, diante de um calado Pacaembu.

A essa altura, em protesto pelas críticas recebidas, as organizadas do Corinthians estavam de braços cruzados. Elas começaram a cantar aos 38, com instrumentos de percussão, e mantiveram o barulho logo na sequência, apesar de mais uma pane defensiva. Tássio aproveitou erro de Cleber, cruzou e contou com desvio de Felipe para ampliar.

Tentativas frustradas
Defendi ainda fez duas boas intervenções no primeiro tempo e lamentou que Léo Jaime não tenha matado o jogo logo no primeiro minuto do segundo. Cleber errou e deixou o ala esquerdo do Bragantino na cara do gol. Walter fez uma grande defesa em seu canto direito após o chute forte.

Mantendo a formação tática inicial, o Corinthians tentou apertar com boa participação de Cachito Ramírez, seu melhor jogador. Guerrero chegou a deixar Zé Paulo em ótima posição para finalizar, mas o garoto chutou por cima de pé esquerdo e foi aplaudido pelo centroavante peruano.

Cobrado por parte do público nas numeradas, Mano tentou levar o time ao ataque trocando o cabeça de área Ralf pelo atacante Emerson, aos 21. Pouco depois, colocou Jocinei, que chuta forte, na vaga de Uendel. E a equipe se animou quando Francesco deu carrinho no Sheik e foi expulso, aos 26.

Havia tempo para uma pressão com um jogador a mais, mas o time do Parque São Jorge não conseguiu nada além de arremates de fora da área. Danilo substituiu o aplaudido Zé Paulo na última tentativa de um extremamente pressionado Mano, que não consegue fazer a equipe jogar.

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