ESPORTE
Londrina Esporte Clube: a saga do Tubarão no futebol
Da fundação em 1956 às noites históricas no Estádio do Café, conheça a trajetória do Londrina Esporte Clube, seus ídolos, títulos, crises e renascimentos.

Fundado em 1956, o Londrina Esporte Clube nasceu junto com as ambições de uma cidade em expansão. Sua trajetória reúne títulos estaduais, campanhas nacionais surpreendentes, estádios lotados e períodos de grave instabilidade.
Também conhecido como Londrina FC, o clube fez do azul e branco um símbolo do norte do Paraná. Este artigo foi preparado pelos especialistas esportivos da LEON Bet para narrar como o Tubarão deixou de ser um projeto local e conquistou seu lugar na história do futebol brasileiro. A trajetória reúne vitórias memoráveis, grandes ídolos e arquibancadas lotadas no Estádio do Café. Também revela períodos de crise e reconstrução, nos quais a ligação com a torcida manteve viva a identidade alviceleste. É uma história marcada por ambição, resistência e orgulho regional.
O nascimento de um clube com a ambição de uma cidade
A origem da equipe remonta a uma vitória que aconteceu fora da cidade. José Luciano de Andrade havia fundado o Nacional de Rolândia com seu irmão Luiz. Quando o time venceu o Vasco da Gama por 3 a 2, ele percebeu que o norte do Paraná poderia sustentar um projeto profissional ambicioso.
Da mesa de restaurante à ata de fundação
De volta à cidade, José Luciano conversou sobre a ideia com o médico Wallid Kauss. O raciocínio era simples. Se Rolândia podia enfrentar um gigante nacional, o mesmo deveria acontecer no município vizinho.
A conversa avançou em um restaurante administrado pelo italiano Pietro Calloni, apaixonado por futebol. Paulo Schmidt, gerente de uma agência do Banco do Brasil, sugeriu o nome Londrina Futebol Clube. Outros médicos, comerciantes, professores, advogados e autoridades aderiram ao projeto.
A fundação foi formalizada em 5 de abril de 1956, no Hotel Monções. O estatuto e a primeira diretoria foram aprovados naquela noite. José Luciano acumulou as funções de treinador e supervisor, enquanto Fioravante Bordin foi escolhido presidente.
Um “livro de ouro” ajudou a arrecadar recursos. As primeiras peneiras revelaram jogadores amadores da região, mas os dirigentes queriam um elenco competitivo desde o começo. Atletas procedentes de Flamengo, Botafogo, Portuguesa e outros clubes complementaram o grupo local.
A estreia, a camisa e o primeiro gol
O primeiro jogo-treino terminou com vitória por 4 a 0 sobre a Portuguesa Londrinense. Em 24 de junho de 1956, a nova equipe empatou por 1 a 1 com o Corinthians de Presidente Prudente. Alaor marcou o primeiro gol da história do Londrina futebol clube.
Nome, cores e símbolos que formaram o Tubarão
A identidade atual não surgiu pronta. Durante a presidência de Carlos Antonio Franchello, a agremiação adotou o nome Londrina Futebol e Regatas. Em 1970, uma união com o Paraná levou à adoção da denominação atual e das cores vermelha e branca.
A mudança encontrou resistência, especialmente de Franchello. Pouco depois, o azul e branco voltou a dominar o uniforme. A recuperação das cores tradicionais mostrou que símbolos também dependem da memória e da aceitação dos torcedores.
Três pilares da identidade alviceleste
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Azul e branco: as cores acompanham os momentos mais celebrados da equipe e identificam sua torcida.
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Tubarão: o apelido expressa força competitiva e tornou-se a forma mais popular de mencionar o time.
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Norte do Paraná: o clube representa uma região que desejava competir em igualdade com as potências da capital.
A ascensão que colocou o interior no mapa do futebol
O primeiro sinal de crescimento veio no Campeonato Paranaense de 1959. Campeão da região Norte, o time disputou a decisão estadual contra o Coritiba e terminou com o vice-campeonato. O passo seguinte seria maior.
Do primeiro título estadual à inauguração do Café
Em 1962, o Tubarão superou a fase regional e disputou um triangular com Coritiba e Cambaraense. Duas vitórias por 4 a 2 sobre o clube da capital foram decisivas para a conquista do primeiro título paranaense.
Outra transformação aconteceu em 1976. Construído para receber partidas do Campeonato Brasileiro, o Estádio do Café foi inaugurado em 22 de agosto. Cerca de 50 mil pessoas acompanharam o empate por 1 a 1 com o Flamengo. Paraná marcou o primeiro gol da nova arena.
1977, o ano em que o Brasil conheceu o Tubarão
A campanha nacional iniciada em 1977 levou o clube ao ponto mais alto de sua presença na elite. Depois de uma classificação difícil, a equipe comandada por Armando Renganeschi cresceu diante dos maiores adversários do país.
O time venceu Flamengo, Santos e Corinthians. Em São Januário, bateu o Vasco por 2 a 0, com gols de Brandão e Carlos Alberto Garcia. A classificação colocou o representante paranaense entre os quatro melhores do Campeonato Brasileiro.
Na fase decisiva, o Atlético Mineiro venceu por 4 a 2 no Mineirão. O reencontro no Estádio do Café terminou empatado por 2 a 2. Mesmo sem o título, o quarto lugar demonstrou que aquela geração podia competir com estruturas mais ricas.
Uma linha do tempo dos momentos decisivos
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Ano |
Acontecimento |
Importância histórica |
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1956 |
Fundação e primeira partida |
Nascimento do projeto profissional |
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1962 |
Primeiro título paranaense |
Afirmação entre as forças do estado |
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1976 |
Inauguração do Estádio do Café |
Entrada em uma nova dimensão esportiva |
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1977 |
Quarto lugar no Brasileiro |
Melhor campanha na elite nacional |
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1980 |
Título da Taça de Prata |
Primeira conquista brasileira |
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1992 |
Terceiro título estadual |
Retomada após onze anos |
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2014 |
Campeão paranaense e acesso nacional |
Início de um novo ciclo competitivo |
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2017 |
Campeão da Primeira Liga |
Segundo troféu de alcance nacional |
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2021 |
Quinto título estadual |
Reconstrução coroada nos pênaltis |
A Taça de Prata e os títulos que atravessaram gerações
O desempenho de 1977 não foi um episódio isolado. No começo da década seguinte, o clube converteu sua força competitiva em troféus. O Estádio do Café tornou-se o cenário principal dessa transformação.
O título brasileiro de 1980
Com Jair Bala como treinador, o Alviceleste avançou por uma competição longa. Nas semifinais, venceu as duas partidas contra o Botafogo de Ribeirão Preto. A decisão da Taça de Prata foi disputada contra o CSA.
A primeira partida, em Maceió, terminou em 1 a 1. Na volta, 36.489 pessoas assistiram à vitória por 4 a 0. Paulinho marcou duas vezes, enquanto Lívio e Zé Roberto completaram o placar. O Tubarão tornou-se o primeiro campeão brasileiro da Segunda Divisão.
A tarde inesquecível de 1981
O jejum estadual acabou em 29 de novembro de 1981. O resultado do jogo do Londrina contra o Grêmio Maringá foi 2 a 1, diante de 43.412 pagantes. Paulinho abriu o placar, Silvinho empatou e Carlos Alberto Garcia decidiu de cabeça.
A conquista encerrou uma espera de 18 anos, sete meses e oito dias. Garcia, conhecido como Bem-Amado, saiu do banco para marcar um dos gols mais lembrados pela torcida.
Os troféus que definem a grandeza regional
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Temporada |
Competição |
Resultado |
Nome ligado à campanha |
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1962 |
Campeonato Paranaense |
Campeão |
Ubiratão Calvo Nunes |
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1980 |
Taça de Prata |
Campeão |
Jair Bala e Paulinho |
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1981 |
Campeonato Paranaense |
Campeão |
Carlos Alberto Garcia |
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1992 |
Campeonato Paranaense |
Campeão |
Tadeu e Cláudio José |
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2008 |
Copa Paraná |
Campeão |
Elenco vencedor nos pênaltis |
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2014 |
Campeonato Paranaense |
Campeão |
Vitor, Celsinho e Cláudio Tencati |
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2017 |
Copa da Primeira Liga |
Campeão |
César e Germano |
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2021 |
Campeonato Paranaense |
Campeão |
Dalton e Augusto |
Jogadores, técnicos e dirigentes que moldaram o clube
Nenhuma reconstrução depende apenas de onze jogadores. Presidentes, treinadores, observadores e profissionais das categorias inferiores sustentaram os ciclos mais relevantes. A formação de atletas tornou-se especialmente importante a partir de 1975.
Ídolos que permaneceram na memória alviceleste
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Ado: goleiro revelado pelo clube e integrante da seleção brasileira campeã mundial em 1970.
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Carlos Alberto Garcia: protagonista da campanha nacional de 1977 e autor do gol estadual de 1981.
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Everton: artilheiro do Paranaense de 1980, com 20 gols, antes de atuar no Atlético Mineiro.
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Paulinho: marcou duas vezes na final da Taça de Prata e abriu o placar na decisão de 1981.
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Celsinho e Germano: referências técnicas e emocionais no ciclo de recuperação iniciado na década de 2010.
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Vitor, César e Dalton: goleiros decisivos em conquistas definidas por cobranças de pênalti.
Jacy Scaff e Cláudio Tencati em ciclos diferentes
Jacy Scaff ajudou a levar o clube ao Campeonato Brasileiro e apoiou investimentos no elenco, na estrutura social e nas categorias inferiores. Sua atuação marcou o crescimento do final dos anos 1970.
Décadas depois, Cláudio Tencati tornou-se uma figura central da reconstrução. Ele comandou o acesso estadual de 2011, o título paranaense e a promoção nacional de 2014, além da chegada à Série B em 2015.
Estádios, arquibancadas e pertencimento
O Vitorino Gonçalves Dias, conhecido como VGD, representa a casa histórica. A luta para incorporá-lo ao patrimônio do clube durou cerca de 30 anos e terminou oficialmente em 1990.
O Estádio do Café passou a receber os maiores públicos e decisões. Ali ocorreram a final da Taça de Prata, o título de 1981 e diferentes campanhas de acesso. Os dois estádios representam escalas distintas da mesma identidade.
Fatos que ajudam a entender a paixão pelo Tubarão
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O jogo inaugural do Café reuniu aproximadamente 50 mil espectadores.
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A decisão estadual de 1981 teve 43.412 pagantes.
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A Falange Azul nasceu em 1992 e consolidou-se como principal torcida organizada.
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As categorias de base revelaram atletas para o clube, para grandes equipes e para a seleção.
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O retorno das cores tradicionais demonstrou a influência da torcida sobre a identidade institucional.
Crises, rebaixamentos e o preço da reconstrução
A história também contém administrações conturbadas, dívidas trabalhistas e rebaixamentos. Na segunda metade dos anos 1990, disputas políticas e falta de recursos enfraqueceram o futebol. Em 1998, a equipe caiu no estadual, embora tenha chegado perto do acesso nacional.
A situação piorou durante os anos 2000. Depois do rebaixamento na Série B de 2004, o time perdeu espaço nas divisões nacionais. Em 2009, problemas financeiros levaram a uma intervenção da Justiça do Trabalho.
O contraponto necessário à narrativa de glórias
De fato, sua história registra oscilações profundas. Porém, o quarto lugar nacional de 1977, o título de 1980 e cinco conquistas estaduais demonstram uma relevância que não depende apenas da divisão ocupada em cada temporada.
Da Série D aos novos títulos
A parceria firmada com a SM Sports no fim de 2010 iniciou outro ciclo. O primeiro objetivo foi recuperar o lugar na elite estadual. Sob o comando de Tencati, a equipe venceu a Divisão de Acesso de 2011.
2014 e 2015, dois anos que mudaram o rumo
Em 2014, o Tubarão eliminou o Athletico Paranaense com uma virada por 4 a 1 e conquistou o estadual diante do Maringá nos pênaltis. No mesmo ano, superou a Anapolina e garantiu vaga na Série C.
O acesso seguinte veio em 2015. Após empate sem gols em Aracaju, Luizão marcou na vitória por 1 a 0 sobre o Confiança no Café. A promessa de alcançar novamente a Série B estava cumprida.
Primeira Liga de 2017 e o penta paranaense de 2021
Na Primeira Liga de 2017, o Alviceleste eliminou Fluminense e Cruzeiro antes da final contra o Atlético Mineiro. César defendeu duas cobranças na decisão por pênaltis e assegurou o título.
Em 2021, uma campanha iniciada com seis empates terminou com o quinto campeonato estadual. Após dois empates contra o FC Cascavel, Dalton marcou uma cobrança e defendeu outra. Augusto converteu o pênalti definitivo.
Confrontos que mobilizam a torcida
Os adversários mudam conforme a divisão e o calendário. Ainda assim, alguns encontros recentes ou recorrentes ajudam a medir ambições, dificuldades de viagem e desempenho contra equipes de estilos diferentes.
Floresta x Londrina
Floresta x Londrina costuma representar um confronto físico, com espaços reduzidos e grande importância na luta por posições nacionais. Nessas partidas, controlar a segunda bola e evitar perdas na saída torna-se fundamental, sobretudo quando o representante paranaense atua no Ceará.
Londrina x Náutico
Londrina x Náutico reúne duas camisas com experiência nas principais divisões brasileiras. O encontro também possui memória histórica. Em 1979, o Tubarão venceu o adversário pernambucano por 4 a 2 durante uma campanha nacional encerrada na 19ª posição entre 94 participantes.
Ponte Preta x Londrina Esporte Clube
Ponte Preta x Londrina Esporte Clube coloca frente a frente agremiações tradicionais do interior. O duelo costuma exigir paciência, organização defensiva e eficiência nas poucas oportunidades, especialmente quando ocorre no estádio Moisés Lucarelli.
São Bernardo x Londrina
São Bernardo x Londrina ganhou relevância com os encontros em competições nacionais. A força física do adversário paulista e sua capacidade de pressão tornam a saída de bola um ponto crítico. Para o Tubarão, pontuar fora pode ter efeito direto na disputa por classificação.
Operário x Londrina
Operário x Londrina é um duelo importante do futebol paranaense. A distância entre Ponta Grossa e o norte do estado amplia o componente regional. O confronto ganhou peso com a ascensão recente do Fantasma e com encontros decisivos no estadual e nas divisões nacionais.
Homens que deram rosto à história alviceleste
Por trás das classificações de Londrina esporte clube existem trajetórias que nenhuma tabela consegue explicar. Goleiros, atacantes e jovens formados na cidade transformaram partidas isoladas em capítulos duradouros da memória paranaense.
Ado, do Tubarão à seleção campeã do mundo
Ado surgiu no clube antes de alcançar o maior palco possível. O goleiro chegou à seleção brasileira e integrou o elenco campeão da Copa do Mundo de 1970, no México. Sua trajetória provou que um jogador desenvolvido no norte do Paraná poderia alcançar a equipe mais importante do planeta.
Décadas depois, quem pergunta quanto tá o jogo do Londrina talvez desconheça esse pioneiro. Ado abriu caminho para uma tradição de goleiros que teria novos protagonistas em decisões futuras, como Vitor, César e Dalton.
Carlos Alberto Garcia, o herói que voltou para decidir
Carlos Alberto Garcia tornou-se um dos rostos da campanha nacional de 1977. Atacante técnico e identificado com a torcida, participou do time que venceu Flamengo, Santos, Corinthians e Vasco, terminando o Campeonato Brasileiro na quarta colocação.
Seu capítulo mais célebre ocorreu em 29 de novembro de 1981. No segundo tempo da decisão estadual contra o Grêmio Maringá, Garcia saiu do banco e marcou de cabeça o gol do título. A vitória encerrou uma espera de 18 anos, sete meses e oito dias.
A relação permaneceu mesmo depois de sua carreira nos gramados. Garcia disputou a presidência do clube em 1995, recebendo 383 votos. Poucos ídolos atravessaram de maneira tão direta o campo, as arquibancadas e a política interna do Tubarão.
Everton e Paulinho, os goleadores de uma geração vencedora
Everton foi uma das grandes revelações do trabalho de base fortalecido durante os anos 1970. Na campanha que colocou a equipe entre as quatro melhores do Brasil, ainda era um jovem talento. Em 1980, tornou-se artilheiro do Campeonato Paranaense com 20 gols e depois ganhou projeção no Atlético Mineiro.
Paulinho deixou sua marca nas duas maiores conquistas do início da década de 1980. Fez dois gols na vitória por 4 a 0 sobre o CSA, resultado que garantiu a Taça de Prata. No ano seguinte, abriu o placar na decisão estadual diante de 43.412 pagantes.
César e Dalton, goleiros que decidiram com os pés e as mãos
César foi o personagem central da conquista da Primeira Liga de 2017. Ele defendeu três cobranças contra o Cruzeiro na semifinal. Na decisão diante do Atlético Mineiro, voltou a brilhar e parou mais dois pênaltis, assegurando o troféu no Estádio do Café.
Dalton protagonizou outra noite incomum na final paranaense de 2021. Além de defender uma cobrança do FC Cascavel, o goleiro converteu seu próprio pênalti durante a série alternada. A bola seguinte atingiu a trave, e Augusto completou a conquista do quinto título estadual.

FAQ
Quando o clube foi fundado?
A fundação ocorreu em 5 de abril de 1956, durante uma reunião no Hotel Monções. O projeto reuniu profissionais liberais, comerciantes, autoridades e entusiastas do futebol.
Quais são os principais títulos do Tubarão?
Os maiores feitos incluem a Taça de Prata de 1980, cinco Campeonatos Paranaenses e a Copa da Primeira Liga de 2017. O clube também venceu a Copa Paraná de 2008.
Por que a equipe é chamada de Tubarão?
O apelido simboliza força e competitividade. Com o passar do tempo, tornou-se parte da comunicação oficial, dos cânticos da torcida e da identidade visual da equipe.
Onde o time manda seus jogos?
O Estádio do Café recebe partidas de maior público e decisões importantes. O VGD é a casa histórica e também possui forte valor afetivo para os torcedores.
Como consultar partidas e tabelas atualizadas?
A consulta deve ser feita no site oficial, nos canais da entidade responsável pelo campeonato e nas redes verificadas do clube. Sempre confirme a data da atualização e o nome da competição.
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