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Bernardinho é o homem por trás do dossiê da CBV

12 Mar 2014 - 17h34Por UOL
É Bernardinho, o técnico da seleção masculina de vôlei, o responsável pelo dossiê que tem devassado o passado recente da Confederação Brasileira de Vôlei e derrubado diversos dirigentes da entidade. 
 
A revelação foi feita ao blog por pelo menos três diferentes fontes envolvidas em negócios com a CBV e também por gente de dentro da própria confederação.
 
A “faxina'' dentro da CBV começou em meados do ano passado, com algumas mudanças de rumo dentro da instituição, mas se intensificou em setembro, quando os principais aliados de Ary Graça no comando da CBV foram forçados a deixar seus cargos (José Fardim e Fábio Azevedo, antigos superintendentes executivos, deram lugar a Marcos Pina, que já estava na entidade).
 
Com o dossiê em mãos, Bernardinho começou a promover diversas mudanças dentro da CBV e a colocar pessoas de sua confiança em cargos estratégicos. 
 
A primeira delas foi em 21 de novembro de 2013, quando os nomes de Renan e Leila foram anunciados como novos membros do Comitê da Superliga. Renan foi parceiro em quadra do treinador, enquanto Leila foi comandada por ele na seleção.
 
Depois, em janeiro, foi a vez de Radamés Lattari assumir como diretor de eventos da CBV. 
 
Com relação próxima com o treinador, Lattari ocupou uma vaga que antes ficava a cargo de Fábio Azevedo e era uma das grandes responsáveis pela movimentação de dinheiro, especialmente no custo de organização do Circuito Banco do Brasil de vôlei de praia.
 
Na substituição de Marcos Pina da superintendência da entidade, no fim de fevereiro, a entrada de Neuri Barbieri também teve o dedo de Bernardinho. 
 
Há 30 anos no comando da Federação Paranaense de Vôlei, Barbieri conhece o treinador desde o início do projeto do Rexona, no estado do Paraná, em 1994. 
 
Idealizado por Bernardinho e bancado pela Unilever, o programa representou os melhores tempos do vôlei paranaense.
 
Ainda não estão claros quais os propósitos de Bernardinho com as mudanças que vem sendo promovidas. O treinador, naturalmente, não quer aparecer como o responsável pelas trocas.
 
O fato, porém, é que muita coisa ainda pode acontecer. Se tem alguém que possui credibilidade no mercado para limpar a imagem da CBV após os escândalos que começam a brotar, é Bernardinho. 
 
Treinador campeoníssimo, dirigente de sucesso na época do Rexona, palestrante reconhecido pelo meio empresarial, ele tem os caminhos para superar até mesmo uma possível perda de patrocínio do Banco do Brasil.
 
Procurado durante todo o dia de ontem pelo blog, o treinador não foi localizado. Seu telefone celular estava desligado e ele não respondeu às mensagens enviadas solicitando uma entrevista. O espaço está aberto para Bernardinho comentar sobre o dossiê.

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