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Repórter, irmã de Patrícia Poeta quer ser Marília Gabriela

26 Set 2014 - 15h15Por Terra

Quem vê Paloma na rua, na fila do pão ou da janela do ônibus deve achar que a conhece de algum lugar. Conhece sim: seu rosto logo entrega traços de uma pessoa que estamos acostumados a ver diariamente em nossas casas. Ela é irmã de Patrícia Poeta, apresentadora do Jornal Nacional. Dezesseis anos mais nova, fugiu do Direito - a profissão da família - e resolveu trilhar o mesmo caminho da irmã, mas isso não quer dizer que ela não tenha consciência das comparações e especulações que surgem.

Talvez por isso, no começo a repórter tenha ido direto para a redação de jornal impresso. Não durou muito tempo, porque, quando se deparou com a correria da TV, descobriu o "vício" que é a adrenalina televisiva.

"Quando fui para TV, emprestada, achei que não ia funcionar de jeito nenhum, que não ia dar certo. Pensei: 'o que viram em mim para querer que eu fosse?' Mas aí eu vi que televisão é uma cachaça. Saí no primeiro dia com a certeza de que nunca mais iria conseguir ficar sentada em uma redação de jornal impresso. Aquilo foi amor à primeira vista", afirma. Hoje, ela trabalha na Band do Rio Grand do Sul, onde Patrícia esteve há mais de 10 anos.

Assistir a nomes como Sônia Bridi, Pedro Bassan e Tino Marcos ajudou Paloma a se adaptar à linguagem de TV. "Foi muito difícil, porque sou muito tímida”, admite. Quando indagada se almeja um dia apresentar o Jornal Nacional, a repórter revela um sonho diferente: "acho que estou mais para Marília Gabriela... Se um dia eu for como ela, já está de bom tamanho. Ela se prepara e nunca se repete, sempre busca algo diferente".

Paloma Poeta, irmã de Patrícia Poeta, âncora do Jornal Nacional
Foto: Daniel Favero / Terra

Mas por mais que Paloma tente evitar, o tema "Patrícia" sempre aparece. Na tarde que o Terra acompanhou o trabalho da jornalista, não fomos apenas nós que perguntamos sobre a irmã. Quando se preparava para fazer uma reportagem na Superintendência da Polícia Rodoviária Federal, ela recebeu um telefonema: eram alunos de uma escola de Porto Alegre perguntando o telefone de sua irmã. As crianças queriam ligar para a apresentadora do JN para pedir que ela gravasse um depoimento para a gincana do colégio (Paloma não forneceu o telefone da irmã, aliás). Após a reportagem na Polícia Rodoviária, ao se despedir de um dos entrevistados, ainda ouviu "dá boa sorte para a Patrícia".

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A família Poeta veio de São Jerônimo, quase todos são advogados, apenas ela e a irmã escolheram outros caminhos. Paloma nasceu e se criou em Porto Alegre, viveu boa parte de sua vida na região da Bela Vista, bairro nobre da cidade, e mora com os pais. Aos 22 anos, diz que não pretende se casar "pelo menos pelos próximos cinco anos", e prefere se relacionar com amigos de infância e de faculdade.

A jovem passa a impressão de ser uma pessoa séria e pragmática para sua idade, talvez porque tenha consciência do peso que significa ser repórter em começo de carreira tendo como irmã uma das jornalistas mais famosas do Brasil.

Entre os colegas, Paloma conquistou o respeito e até comemora quando não é conhecida como "a irmã de Patrícia": "alguns colegas até esquecem meu sobrenome". Companheiro de pautas, o experiente cinegrafista Gilberto Trindade que a acompanhou naquela tarde era só elogios. "Ela é uma repórter decidida, que tem segurança do que faz", elogiou.

Já no final da conversa, ela deixou transparecer, em um dos poucos momentos, o quanto os julgamentos em relação a Patrícia Poeta lhe afetam. "Sacanagem não é dizer que eu tenho emprego por causa da minha irmã, mas sim dizer que a carreira da irmã tem relação com o marido (diretor da Globo)", disse. "Acho que, com o tempo, vão esquecendo isso (a comparação com a irmã)... vai morrendo aos pouquinhos", disse Paloma, muito segura de quem é e o que pode atingir com os méritos próprios.

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