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"Farofa chique" vira opção ao preço alto no litoral de SP

5 Jan 2014 - 22h28Por Folha

"O pessoal do cooler está invadindo a praia", afirma o vendedor Eduardo Scheid, 38, atrás da barraca onde vende bebidas –vazia ao fim de uma manhã de sol.

O diagnóstico, repetido à exaustão por outros donos de barracas de bebidas e alimentos, ocorre na badalada praia de Maresias, em São Sebastião, onde isopores e caixas térmicas já se espalham sob os guarda-sóis, em uma espécie de "farofa chique".

E às vezes, nem tão chique assim. "Ontem, trouxeram até um freezer de alumínio, compraram gelo e colocaram dentro", afirma a ambulante Marli Lima, 36, que diz trabalhar há mais de dez anos no litoral norte paulista.

"Antigamente em Maresias era um pessoal bonito, que não reclamava para comprar. Agora o pessoal está trazendo tudo de casa", diz Lima, que distribuiu 13 conjuntos de guarda-sóis e cadeiras para conquistar clientes –mais da metade deles, porém, levava a tiracolo uma caixa térmica "equipada" de casa.

Vendedores dizem já sentir queda de até 30% nas vendas nesta temporada.

Farofa chique

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Bruno Poletti/Folhapress
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Casal com isopor com bebidas na praia de Maresias; ambulante diz que vendas caíram

"Neste ano, o que a gente vende em uma semana, antes vendia em um dia ", reclama Júnior Pereira, 20, que trabalha na região.

ECONOMIA

A única zona (quase) livre da invasão das caixas térmicas é a que fica em frente a alguns restaurantes badalados, que chegam a aumentar o valor cobrado de consumação caso isso ocorra —de R$ 20, o valor passa a R$ 35.

O valor se refere ao total cobrado por pessoa para o empréstimo de mesas, cadeiras e guarda-sóis em frente aos estabelecimentos.

Mesmo com a cobrança extra, turistas dizem que trazer a caixa térmica com bebidas extras vale a pena –principalmente para economizar na cerveja, a R$ 11 a garrafa.

"Ontem não trouxemos e a conta ficou em R$ 550 para dez pessoas", afirma a professora Rúbia Amaral, 34, que saiu de Rio Claro, no interior de São Paulo para passar o Réveillon em Maresias.

Nas barracas, uma lata de cerveja pode custar até R$ 7.

SEM DESPESA

"A única coisa que gastei até agora foi uma água de coco", afirma o gerente de novas mídias Diego Felice, 30, no meio de uma tenda com mais de 12 familiares e amigos –incluindo uma caixa térmica com água, cerveja, e salgadinhos.

O casal Fernando Park, 32, e Alessandra Oliveira, 25, também aderiu ao kit com comida e bebida. "É para economizar, vale mais a pena", diz Park. "Ano passado, não trouxe [o cooler] e gastei mais do que o planejado."

A vendedora Carla Maiara da Silva, 17, diz que sentiu uma mudança no perfil da praia nos últimos tempos.

"Estão trazendo mais coolers e tendas. Já trouxeram até churrasqueira. Nunca tinha visto isso."

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