Preparada com muito carinho pela família, a festa de 114 anos de idade do senhor Antônio José Fernandes foi repleta de momentos especiais em Campo Grande (MS). De pé, lúcido, firme e forte, ele celebrou as boas novas, bateu palmas na hora do parabéns e ainda assoprou as velinhas.
Patriarca de um clã que o cuida com amor, o idoso curtiu a festança super empolgado. Ele fez aniversário no dia 13 de junho, mas a comemoração “de arromba” foi realizada no último sábado, dia 27, na Associação dos Militares de Campo Grande.
Na ocasião, cada detalhe foi pensado para agradar o aniversariante e a festa contou com tudo que ele tinha direito. Decoração em azul e branco, balões, três bolos grandes e até música ao vivo, com apresentação do grupo Baileiros Caipiras.
Figurando a lista dos homens mais velhos do mundo, Antônio foi celebrado com fervor e orgulho por diversas gerações que o têm como referência máxima não só de longevidade, mas como exemplo de vida e, principalmente, de resiliência.
Confira: Empolgado, idoso celebra 114 anos em festão com música ao vivo em Campo Grande
Quem é o idoso de 114 anos que vive em Campo Grande
Morando em Campo Grande (MS) há 12 anos, o idoso não é sul-mato-grossense. Embora não pareça, ele nasceu no dia 13 de junho de 1912, no estado de Sergipe. De lá pra cá, em seus mais de 110 anos, já enterrou muita gente, incluindo filhos e duas esposas.
Com a saúde “tinindo”, ele tem aproveitado a “quinta” idade com dignidade ao lado da família da neta Patrícia Ajala, que assumiu seus cuidados.
Em relação ao passado, as histórias são desencontradas e se confundem com o decorrer dos anos, afinal, a memória já não é a mesma depois de mais de um século de existência. De acordo com os relatos, Antônio saiu de Sergipe ainda criança a trabalho, descendo o Brasil de fazenda em fazenda, até firmar morada em Mato Grosso do Sul.
“O que eu sei é que ele casou duas vezes. A primeira esposa ficou grávida de gêmeos e os três morreram no parto”, revela a neta à reportagem, sem precisar uma data. Depois de um tempo de luto pela viuvez, Antônio conheceu a esposa Maria Messias, e assim nasceu a família sul-mato-grossense do sergipano. “A minha mãe, de 57 anos, é a mais velha dos filhos”, comenta a neta ao Jornal Midiamax.
No ano de 2001, com a morte de Maria Messias, o idoso ficou viúvo mais uma vez. Perto dos 90, ele passou a levar uma vida mais solitária e, entre idas e vindas a Campo Grande, decidiu vender a propriedade em Nioaque e se mudar para a capital, onde há 12 anos vive aos cuidados da primogênita e da neta Patrícia.
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