Kiko Costa em foco: quem é a nova estrela do handebol olímpico
A ascensão de Kiko Costa, aos 20 anos, tornou-se um dos fenômenos mais comentados do handebol internacional em 2025. O jovem ponta-direita foi um dos pilares da seleção portuguesa que atingiu a semifinal do Mundial de Handebol Masculino de 2025, a melhor campanha da história do país.
Além de liderar Portugal como artilheiro da equipe, Kiko ainda foi eleito o Melhor Jogador Jovem do torneio, consolidando seu nome entre os talentos mais promissores do planeta.
O desempenho chamou a atenção não apenas de especialistas e torcedores, mas também de um público mais amplo, já que o handebol olímpico desperta interesse nas casas de apostas do Brasil, especialmente em competições internacionais que revelam novas estrelas. Jogue com responsabilidade.
Após o Mundial, Kiko manteve o nível de excelência ao ajudar o Sporting a alcançar, pela primeira vez, as quartas de final da Liga dos Campeões, o maior torneio de clubes do handebol europeu. Dessa forma, a presença ofensiva do jovem transformou-o em peça central do projeto português para o próximo ciclo olímpico.
Handebol nos Jogos: regras essenciais e formato de disputa
Embora amplamente popular na Europa, o handebol olímpico ainda desperta dúvidas entre fãs ocasionais. Confira abaixo as regras fundamentais do esporte, que são as mesmas aplicadas no cenário internacional, mas com ajustes de calendário e formato para os Jogos.
A quadra tem 40 metros por 20, dividida em áreas ofensivas, defensivas e na zona restrita do goleiro. Cada time joga com 7 atletas: 6 de linha e 1 goleiro. O objetivo é simples: marcar gols arremessando a bola fora da área restrita.
Nos Jogos Olímpicos, o jogo é rápido, com ataques que duram poucos segundos. A partida tem:
- 2 tempos de 30 minutos
- Intervalo curto para ajustes táticos
- Faltas leves: tiro livre
- Duas-minutos: punição para faltas mais graves, deixando o time com um jogador a menos
- Cartões: amarelo, dois minutos e vermelho (exclusão)
Se a equipe demora a finalizar o ataque, os árbitros sinalizam jogo passivo, obrigando o chute em poucos passes.
- Fase de grupos
- Quartas de final
- Semifinais
- Bronze e Final
É um formato de mata-mata direto após a primeira fase, o que aumenta a intensidade e favorece jogadores decisivos — como Kiko.
Como se joga: posições, sistemas defensivos e ataques rápidos
O handebol moderno exige combinação de força, velocidade e inteligência tática.
- Ponta (esquerda e direita) – função de Kiko: finalização em ângulos curtos, velocidade, contra-ataques.
- Lateral/Back – jogadores fortes no arremesso de longa distância.
- Central – organiza o ataque, distribui passes.
- Pivô – joga no contato, abre espaços.
- Goleiro – influencia diretamente o ritmo do jogo com defesas decisivas.
- 6–0: bloco sólido dentro da área
5–1: marcação alta no central adversário - 3–2–1: agressivo e de risco, ideal para transições rápidas
O contra-ataque — primeira e segunda onda — é cada vez mais fundamental. Kiko Costa se destaca justamente nessa fase: explosão, leitura e finalização limpa.
Quem domina hoje: destaques mundiais por posição
O handebol mundial reúne atletas históricos em diferentes posições. No gol, a francesa Amandine Leynaud segue como referência absoluta — campeã mundial, europeia e da Champions League. Nas pontas, brilham o dinamarquês Anders Eggert, artilheiro e campeão europeu, e o espanhol Ferrán Solé, destaque das Euros e do Mundial.
Entre as meias, a russa Anna Vyakhireva, ouro no Rio 2016, e as craques Cristina Neagu — quatro vezes melhor do mundo — e Duda Amorim, MVP em 2014, comandam o cenário. No armador-central, o croata Domagoj Duvnjak impõe experiência e títulos. Já nos pivôs, nomes como Bertrand Gille, Crina Pintea e Bjarte Myrhol permanecem entre os mais dominantes do esporte.
Onde Kiko se encaixa no topo e o que observar até Paris/LA
A posição de Kiko, a ponta direita, é historicamente dominada por atletas experientes, mas o português entrou no topo do debate internacional graças à combinação de eficiência de finalização, velocidade em transição, alta de leitura de jogo e capacidade de decidir em cenário de pressão.
O que observar no próximo ciclo olímpico?
Com apenas 20 anos, Kiko Costa representa não apenas o futuro de Portugal, mas um novo ponto de equilíbrio para o handebol europeu. Seu crescimento técnico e mental o colocam entre os talentos a serem acompanhados de perto nas próximas Olimpíadas e campeonatos mundiais de handebol.
- Participação ofensiva ampliada: Portugal deve aumentar a carga de finalizações do jovem.
- Clutch moments: desempenho nos minutos finais contra seleções de elite.
- Uso defensivo: evolução no sistema 5–1 e nas coberturas curtas.
- Impacto no Sporting: continuidade na Champions e protagonismo em jogos eliminatórios.
Consolidação estatística: arremessos convertidos, eficiência nas extremidades e contribuição em contra-ataques.
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Foto: Pascal Swier/Unsplash