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Professores migram de escolas particulares para governo e prefeitura

14 Fev 2014 - 15h00Por Da Redação

Se governo e iniciativa privada não estimularem logo a formação de novos professores, principalmente com melhores salários, a situação chegará, muito breve, ao caos. Hoje no Brasil já faltam pelo menos 160 mil profissionais, especialmente nas áreas de Física, Química, Matemática, Geografia e Biologia. Em Mato Grosso do Sul o problema também é muito grave, afirma Eduardo Botelho, presidente do Sintrae/MS (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de MS).

“Até quanto o governo e iniciativa privada vão fazer vistas grossas para o problema? Mas o fato é que a cada ano o número de alunos aumenta consideravelmente e o de professores reduz, drasticamente”, afirma o sindicalista. Para ele, o governo deveria encabeçar uma campanha de valorização desses profissionais, pagando salários dignos e oferecendo outras vantagens para estimular a formação de novos profissionais para o mercado.

No setor privado a situação é ainda mais crítica, pois a classe patronal quer ganhar sozinha. Cobra cada vez mais pelas mensalidades escolares e procura repassar cada vez menos para os professores, que são os maiores responsáveis pela qualidade de ensino dos estabelecimentos, critica Botelho.

Diante desse quadro de desvalorização do professor, pelas escolas e universidades privadas, muitos profissionais têm migrado para o setor público onde encontram estabilidade no emprego; melhores salários; planos de saúde e outras vantagens. “Está longe do ideal, mas tem sido a melhor opção para um número cada vez maior de professores que a cada dia deixam o ensino privado”, afirma o presidente do Sintrae/MS.

Ricardo Froes, presidente da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino nos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul – Fitrae/MS, também vem denunciando, há alguns anos, o problema da falta de estímulo à formação de novos professores no mercado. “O professor precisa ser valorizado no Brasil. Até quanto governo e iniciativa privada vão ignorar a importância do professor para a formação de bons profissionais para esse competitivo mercado de trabalho?”, questiona Froes.

REAJUSTE SALARIAL – O Sintrae/MS encaminhou para o sindicato patronal o pedido de 15% de reajuste salarial para os professores de escolas e universidades privadas do Estado. Eduardo Botelho explicou que esse percentual cobre as perdas para a inflação, no acumulado dos 12 meses que antecedem a data base da categoria, que é 1º de março, e ainda concede um aumento real para os salários. “Acreditamos no bom senso dos donos de escolas particulares e universidades de nosso Estado em conceder esse aumento real para seus professores”, afirmou o sindicalista.

Quanto às demais cláusulas (sociais) da Convenção Coletiva de Trabalho, Eduardo Botelho informou que elas ainda são válidas para este ano, pois são acordadas com a classe patronal dessa forma, ou seja, elas são válidas por dois anos consecutivos. Somente a questão salarial é negociada anualmente. 

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